Economia

Estudo traça comportamento digital do consumidor que busca imóveis

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais

2 de maio de 2017 - 00:00 - Atualizado em 2 de maio de 2017 - 00:00

O uso das ferramentas digitais é ainda mais significativo quando a procura é por um imóvel para alugar (Foto: Pixabay)

Hoje, antes de contactar o corretor de imóveis, o consumidor compara imóveis, preços e reputação da imobiliária, construtora ou incorporadora, diz especialista

A procura do imóvel está cada vez mais digital. Segundo dados da empresa norte-americana de análise de internet comScore, a cada três minutos que o brasileiro gasta da internet, dois são via celular. Além disso, os aplicativos mobile já correspondem a metade do tempo digital gasto. A tecnologia transforma radicalmente o comportamento de compra nesse mercado, como explica a diretora da curitibana Senzala Imóveis, imobiliária com mais de 40 anos de atuação no mercado, Augusta Coutinho Loch.
 
“Hoje o consumidor está muito mais informado e, antes de entrar em contato com o corretor de imóveis, vai comparar imóveis, preços e reputação da imobiliária, construtora ou incorporadora, simular financiamentos. Os usuários se comportam de maneira mais crítica e seletiva, estão mais pró-ativos e normalmente são eles que entram em contato com o corretor de imóveis, e não o contrário”, comenta Augusta.
 
O uso das ferramentas digitais é ainda mais significativo quando a procura é por um imóvel para alugar. Segundo dados do Zap Imóveis, atualmente 68% das buscas no portal imobiliário é de imóveis para locação. Esses usuários são predominantemente mulheres (58%) com idade de 35 a 54 anos (38%). Comparar preços (61%), pesquisar sobre a localização (53%) e ver fotos e/ou vídeos do imóvel (52%) são as atividades mais desempenhadas na procura do imóvel online.
 
Alinhada com esse novo comportamento do consumidor de imóveis, a Senzala Imóveis desenvolveu um aplicativo próprio que combina geolocalização e realidade aumentada, disponível para Android e iOS, que pode ser baixado gratuitamente. “O aplicativo foi criado com a finalidade de tornar o processo de busca mais ágil e eficiente e a expectativa é ampliar a carteira de clientes em 50% já no primeiro ano de funcionamento”, revela Augusta.
 
O grande destaque do aplicativo é a busca por radar. Ao abrir o aplicativo, no canto superior direito da tela aparece um ícone em cor verde para se iniciar a procura. Ao clicar, a câmera do celular é ativada e, conforme a direção que se move o aparelho, aparecem as opções de imóveis disponíveis para locação ou venda por faixa de preço.
 
Ao clicar num dos valores exibidos, abre-se uma prévia das características do imóvel, com uma foto da fachada, indicação de quantidade de dormitórios e de vagas de garagem, assim como a distância que o imóvel está da pessoa. Clicando nessa prévia, uma nova tela é aberta com as informações completas. No final da rolagem, aparecem ícones com as opções para entrar em contato com a imobiliária via telefone, WhatsApp ou e-mail e ainda ver a localização do imóvel selecionado no mapa.
 
O sócio diretor da agência Sagu e responsável pela programação, Everson Reis, explica que, em conjunto com a câmera do celular, usa-se uma bússola para que a interação com o aplicativo fique ainda mais real. “O usuário sabe que a partir de onde ele está, para a direção em que está apontando a câmera, estão sendo exibidos imóveis reais que condizem com aquela localização e que ao mudar a direção da câmera, uma nova seleção vai aparecer na tela”, ilustra.
 
Isso porque, através de uma conexão 3G ou Wifi, o aplicativo envia a posição do usuário para o servidor, que consulta entre os imóveis cadastrados quais estão disponíveis próximos ao usuário, e então retorna para o aplicativo uma lista com essas informações para que ele as exiba na tela do celular. “São mostrados os imóveis numa distância de até 200km de onde a pessoa está. Se não houver opção disponível dentro desse raio, nenhum imóvel será exibido na tela ”, ressalta Reis.
 
O aplicativo contém mecanismos de segurança e privacidade. “Não é solicitada nenhuma informação confidencial, como CPF ou endereço do usuário, e a localização só é registrada apenas durante a consulta de imóveis, não sendo utilizada enquanto o aplicativo está fechado, como acontece em outros programas que ficam o tempo todo verificando a localização”, compara Reis.
 
Criação e investimento – O desenvolvimento do aplicativo da Senzala Imóveis rendeu um ano de trabalho. Augusta diz que para a concepção do programa foram estudados o modo que as pessoas buscam o imóvel no ambiente online e os critérios priorizados nessa procura. Com os parâmetros definidos, criou-se um protótipo para testar a usabilidade, com o objetivo de descobrir a melhor maneira de dispor as informações em diferentes dimensões de tela, facilitando a navegabilidade.
 
Após a validação do protótipo, passou-se para a fase gráfica, na qual foram definidas as cores, imagens e toda a parte visual do aplicativo. Na sequência, iniciou-se o desenvolvimento técnico, que é a programação do aplicativo e, posteriormente, a distribuição do programa para alguns usuários selecionados testarem a sua usabilidade. “Essa fase é importante para garantir que quando o aplicativo chegar aos clientes, não terá erro. Finalizados os testes, ele foi publicado para download”, destaca Reis.
 
Segundo o sócio da agência Sagu, a partir de R$ 50 mil é possível desenvolver um aplicativo com qualidade destinado a busca de imóveis. “O investimento varia conforme as funcionalidades que estarão disponíveis no programa, das horas técnicas necessárias para a sua programação e do custo mensal de servidores e de manutenção e atualização”, revela. A Senzala Imóveis também está desenvolvendo uma versão do aplicativo para Apple Watch.

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