Coronavírus

Estudo mostra que brasileiros tendem a aumentar gastos em e-commerce após pandemia

Entre abril e maio de 2020 fintech conduziu levantamento com mais de 1,5 mil consumidores de sites internacionais no país. Resultados mostram uma tendência de manutenção ou aumento de ticket médio e frequência de compra durante a pandemia e após o COVID-19 

Angelo
Angelo Binder conteúdo Comando News com assessoria
Estudo mostra que brasileiros tendem a aumentar gastos em e-commerce após pandemia

29 de maio de 2020 - 00:00 - Atualizado em 29 de maio de 2020 - 00:00

Pesquisa lançada pelo EBANX, sobre os impactos da pandemia de COVID-19 no mercado de e-commerce no Brasil e as perspectivas pós pandemia, traz nos resultados uma intenção de aumento ou manutenção dos gastos em sites internacionais por parte dos brasileiros após o período de pandemia.

Entre as pessoas que gastavam até R$ 30 por mês em sites internacionais antes da COVID-19, a média de gastos era de R$ 22,87. Agora, durante a pandemia, manteve-se praticamente igual, em R$ 22,57. Mas a intenção é subir para mais de R$ 26 em um cenário pós pandemia. Entre quem gastava de R$ 40 a R$ 60 por mês, a média era de pouco mais de R$ 50. Durante a pandemia, caiu para R$ 40,54. A intenção para o pós pandemia é subir para mais de R$ 42, segundo o estudo que pode ser consultado na íntegra aqui (em inglês).

“Esses resultados apontam para uma intenção de recuperação, ainda que gradual, do apetite dos consumidores brasileiros. E isso é muito significativo tendo em vista o impacto da pandemia no comércio global e na economia de todos os países do mundo”, analisa André Boaventura, sócio e CMO do EBANX.

Já durante a pandemia essa recuperação gradual parece dar indícios de acontecer: mais da metade (52,3%) das pessoas que gastavam em média até R$ 60 no e-commerce internacional antes da COVID-19 preveem que vão manter ou aumentar os gastos enquanto a COVID-19 durar. Esse dado ganha ainda mais força quando pensamos que brasileiros com esse ticket médio representam 40% de todos os respondentes do levantamento.

A pesquisa A Influência da COVID-19 nas Compras Online Internacionais no Brasil: Intenção de Compra e Preferências de Pagamento foi conduzida de 28 de abril até 4 de maio de 2020, entre brasileiros que compram em varejistas online internacionais clientes do EBANX. O objetivo era entender o comportamento atual desses consumidores, considerando o distanciamento social, auxílios financeiros do governo e outros impactos da pandemia de COVID-19 no Brasil, além de ter uma perspectiva sobre como eles esperam consumir em sites internacionais nos dias de pós pandemia. 1.525 pessoas de todo o país responderam à pesquisa.

Frequência de compra durante a pandemia

Dentro do cenário de COVID-19, a perspectiva também é de manutenção ou aumento da frequência de compras em e-commerces internacionais entre muitos brasileiros. A maioria dos que compravam frequentemente em sites internacionais antes da pandemia (pelo menos uma vez a cada três meses) mostra uma tendência de manter ou aumentar a frequência durante a pandemia (53%).

O mesmo comportamento aparece entre os brasileiros participantes da pesquisa que estão recebendo auxílios do governo atualmente, para todas as frequências de compra: 52,4% deles preveem que vão manter a frequência ou aumentar.

“Mesmo em um cenário de restrições globais em voos comerciais e medidas dos serviços postais ao redor do mundo – o que impacta o transporte de compras internacionais e os prazos de entrega –, grande parte do brasileiros de todas as faixas salariais está vendo nos sites internacionais uma boa opção para suas necessidades de consumo”, aponta Boaventura.

Boleto ainda é muito importante para o e-commerce no Brasil

Segundo a pesquisa do EBANX, o boleto segue uma opção muito importante para o brasileiro que compra no e-commerce. Mais de 34% de todos os respondentes da pesquisa afirmam que normalmente escolhiam pagar suas compras internacionais com boleto antes da pandemia. A preferência por esse método ficava sempre acima dos 30% em todas as faixas salariais, exceto na mais alta – e mesmo nessa faixa, a preferência não era pequena: 22%.

A pesquisa também mostra que a maioria dos brasileiros que pagavam suas compras internacionais com boleto antes da COVID-19 disseram que não mudariam o método de pagamento na pandemia (86%).

O que mudou no cenário atual foi a forma de quitar esse boleto: 67% dos brasileiros que já compravam em sites internacionais com boleto antes da COVID-19 afirmaram que irão pagá-lo de forma online durante a pandemia. Esse comportamento pode ser resultado das medidas de distanciamento social, com muitas casas lotéricas, agências bancárias e outros locais autorizados a cobrar esses valores com funcionamento restrito no país.

“Esses números nos mostram, mais uma vez, que a maioria das pessoas que pagam com boleto têm acesso a outros produtos financeiros e métodos de pagamento. É mais uma questão de preferência do que de falta de opção”, atesta Boaventura.

Além do boleto, o parcelamento também apareceu como um método importante, independentemente da faixa salarial: quase 54% de todos os respondentes afirmaram que preferem parcelar o pagamento de suas compras internacionais durante a pandemia.

“Não se pode ignorar a importância e o alcance desses métodos no Brasil, ainda mais em uma época tão desafiadora como a que estamos vivendo, em que facilitar ao máximo a vida do consumidor é ainda mais importante”, complementa ele.

Link para o estudo na íntegra (em inglês): https://business.ebanx.com/en/resources/reports/influence-covid-19-international-shopping-brazil

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