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Estudante que morreu após passar mal em festa rave pode ter sofrido overdose, diz delegada

Relatos apontam que a jovem comprou Ecstasy de um desconhecido; a polícia espera pelo laudo para confirmar a informação

Caroline
Caroline Berticelli / Editora com reportagem de Thaís Travençoli da RIC Record TV, Curitiba
Estudante que morreu após passar mal em festa rave pode ter sofrido overdose, diz delegada
Foto: Reprodução/Redes Sociais

17 de fevereiro de 2020 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 14:56

A delegada Camila Cecconello, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pelo caso da jovem que morreu após passar mal em uma festa de música eletrônica neste sábado (15), no bairro Prado Velho, em Curitiba, falou sobre a investigação na manhã desta segunda-feira (17). 

De acordo com a polícia, são esperados laudos periciais que deverão comprovar a causa mortis de Larissa Rodrigues de Campos, de 20 anos, mas alguns depoimentos já prestados declaram que a estudante pode ter sido vítima de uma overdose

“Segundo os relatos, ela teria ingerido substância entorpecentes, à princípio Ecstasy, e isso poderia ter causado nela um infarto enquanto ela estava na festa. Mas é muito importante também a gente aguardar o laudo de necropsia pra ver ser a causa da morte foi ou não uma overdose, ainda não temos essa informação pericial, mas estamos trabalhando com testemunhas para tentar entender realmente como os fatos aconteceram e aguardando o laudo pericial pra gente ter uma certeza”, explica Cecconello.

Ainda conforme os relatos, Larissa estava com um grupo de amigos e teria comprado a droga antes de entrar na festa.“O que se relata é que ela teria adquirido drogas antes de entrar na festa, na fila, de uma pessoa que era até então desconhecida. Esse é o relato inicial que nós temos, mas ouvindo mais testemunhas, analisando câmeras, nós vamos conseguir descobrir exatamente o que se deu nesse dia”, diz a delegada. 

É importante ressaltar que a Polícia Civil está em processo de apuração das informações iniciais e apenas os exames poderão confirmar porque a jovem morreu. O parecer deve sair em até 30 dias. 

O caso 

Larissa passou mal e chegou a receber atendimento ambulatorial ainda no carnaval eletrônico, na sequência, ela foi encaminhada ao Hospital Cajuru onde morreu. Segundo as investigações, ela sofreu uma parada cardiorrespiratória.  

“Uma parada cardíaca na festa, então, nós estamos coletando mais informações pra ver se ela utilizou drogas, quantos tipos de drogas, qual quantidade de droga, se ela misturou isso com bebida alcoólica, enfim, se foi essa realmente a causa da morte dela. Existindo grande possibilidade de que tenha sido”, finaliza a delegada. 

Em nota, a assessoria do evento afirmou lamentar profundamente o ocorrido, e alegou ter prestado todo atendimento necessário a vítima. Além disso, a organização colocou-se à disposição de familiares e autoridades para “ajudar em tudo o que estiver ao nosso alcance”.