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Como falar sobre luto com as crianças?

A estimativa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) é de que, até abril de 2021, 45 mil crianças ficaram órfãs em decorrência da pandemia.

Redação RIC Mais
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Como falar sobre luto com as crianças?

14 de maio de 2021 - 14:25 - Atualizado em 14 de maio de 2021 - 17:24

Desde o início da pandemia, pessoas do mundo todo foram obrigadas a lidar com a finitude da vida com mais intensidade e frequência do que estavam acostumados. Com um número expressivo de mortos pela COVID, a quantidade de pessoas enlutadas no Brasil ultrapassa a casa do milhão.

Esses números incluem crianças, que perderam pais, mães, tios, tias, avôs, avós e outras pessoas com as quais tinham proximidade. Os adultos, além de lidar com a dor da partida, enfrentam a dura missão de comunicar o luto para os pequenos.

Ana Teresa Barros Marzolla, psicóloga especialista em luto do Plano Prever, explica que a melhor forma de abordar a criança e comunicar sobre partida de um ente querido é com sinceridade e clareza.

“Crianças não nascem sabendo o que é a morte e consequentemente não têm os mesmos temores e angústias que os adultos. Da mesma forma que aprendem as cores, números e palavras, podem aprender o que é a morte, se forem ensinados no devido tempo, compreendendo ser parte da vida de todos”, explica

Tão importante quanto comunicar a criança sobre o falecimento, é respeitar o seu luto. Até os 3 anos, não há um entendimento de que a morte é irreversível. Essa noção aparece dos 4 aos 7 anos, quando os pequenos entendem que a pessoa que partiu não irá mais voltar.

A partir dos 7 anos, a capacidade de compreender quando a vida se finda se amplia. Consequentemente, os reflexos do luto podem ser tão dolorosos e profundos quanto para os adultos.

“Também é possível que o contrário aconteça e que as crianças se acostumem com a falta e convivam com seu luto de maneira bem mais leve que os adultos, exatamente por não terem os preconceitos e tabus em relação à morte que vão sendo conhecidos ao longo do tempo. Para eles, as coisas podem ser mais simples do que imaginamos”, revela Ana Teresa

A psicóloga destaca que, independentemente de qual seja a reação, os adultos precisam estar disponíveis para ajudá-los e confortá-los quando preciso, além de explicar quantas vezes forem necessárias o que aconteceu e que aquela pessoa não voltará mais.

Felizmente, há no mercado profissionais da área de psicologia especializados no atendimento a pessoas enlutadas. Assim como os adultos, as crianças também têm seus mecanismos para seguir em frente, a diferença no comportamento é que as crianças buscam abraços, pedem colo quando estão tristes e com saudades, por isso, é importante que os familiares sejam honestos com elas para que possam externalizar o sentimento.

O serviço de acolhimento ao enlutado, já pode ser encontrado gratuitamente em planos de assistência funeral. O Plano Prever está há mais de 20 anos acolhendo famílias com respeito, sensibilidade e empatia. Tem trilhado um caminho de proximidade e relações duradouras com seus associados ao longo de todo o ciclo de vida.

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