Brasil

Preso no Paraguai, Ronaldinho Gaúcho revela ansiedade em voltar para casa: “Primeira coisa que farei é dar um beijo em minha mãe”

No Paraguai, ex-atleta diz que não sabia que documentos eram falsos

Guilherme
Guilherme Becker / Editor com informações da Agência Brasil
Preso no Paraguai, Ronaldinho Gaúcho revela ansiedade em voltar para casa: “Primeira coisa que farei é dar um beijo em minha mãe”
Ronaldinho foi detido no Paraguai no início de março(FOTO: REPRODUÇÃO/ RECORD TV)

27 de abril de 2020 - 00:00 - Atualizado em 27 de abril de 2020 - 00:00

O ex-jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho se manifestou pela primeira vez desde que foi detido em Assunção, no Paraguai, no último dia 4 de março. Em entrevista ao jornal local ABC Color, publicada nesta segunda (27), ele afirmou ter sido surpreendido ao descobrir que a documentação que utilizou para entrar no país era falsa, o que o levou a ser preso junto do irmão e empresário Roberto de Assis Moreira.

“Desde que isso aconteceu, a intenção foi colaborar com a Justiça para esclarecer isso. Até hoje, explicamos tudo e facilitamos o que a Justiça nos solicitou. Foi duro, nunca imaginei que fosse passar por uma situação assim”, disse Ronaldinho ao jornal.

Ronaldinho Gaúcho no Paraguai

Segundo o ex-atleta de Grêmio, Flamengo, Atlético-MG, Fluminense, Paris Saint-Germain (França), Barcelona (Espanha) e Milan (Itália), a viagem a Assunção foi para o lançamento de um cassino on-line e do livro “Craque da Vida”, este último em evento organizado pela empresa que explora a obra no Paraguai. Ronaldinho disse que tudo que ele e Assis fazem “é em virtude de contratos geridos pelo meu irmão [seu representante]”.

O Ministério Público paraguaio, após a detenção dos irmãos, pediu a ampliação das investigações sobre o caso, acreditando que eles poderiam estar envolvidos em um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a empresária Dalia López, acusada de desviar US$ 10 milhões e que os convidou para ir ao Paraguai. Ela teve a prisão pedida em 7 de março e, desde então, está foragida.

No último dia 7 de abril, Ronaldinho e Assis conseguiram a mudança para o regime domiciliar e estão vivendo em um hotel em Assunção, onde ficarão até o fim da investigação. O ex-jogador da seleção brasileira vive a expectativa pelo retorno ao Brasil.

“Tenho fé. Esperamos que possam confirmar tudo o que declaramos sobre nossa posição no caso e que possamos sair dessa situação o mais breve possível. A primeira coisa que farei [quando voltar] é dar um beijo em minha mãe. Ela vive dias difíceis desde o início da pandemia de covid-19 em casa. Depois, será absorver o impacto que essa situação gerou e seguir adiante” declarou o ex-jogador.