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Mirian Villa

4 de setembro de 2019 - 00:00

Atualizado em 4 de setembro de 2019 - 00:00

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Entrevista Allana Brittes: “Qualquer marido faria a mesma coisa”, justifica

Na conversa, Allana Brittes se emocionou diversas vezes e defendeu o pai das acusações

Entrevista Allana Brittes: “Qualquer marido faria a mesma coisa”, justifica

Em entrevista para a RICTV Record TV, nesta terça-feira (3), Allana Brittes afirmou que Eduardo Purkote foi um dos mais violentos nas agressões contra o jogador Daniel Correa. Além disso, a jovem -que foi solta no dia 7 de agosto- se emocionou diversas vezes e defendeu os pais das acusações.

Allana Brittes conta detalhes sobre o crime em entrevista

“Foi tudo muito rápido, eu não presenciei muita coisa. O que eu me lembro é que quando eu desci, perguntei o que estava acontecendo. Meu pai estava segurando ele pelo pescoço e perguntando o que ele estava fazendo ali.” Em seguida, Alanna Brittes relembrou na entrevista que o pai argumentou que o jogador estaria tentando abusar de Cristiana.

A jovem contou que ela tentou impedir as agressões, mas Edison estava tomado pelo ódio e chegou a gritar com sua mãe. “Uma hora meu pai apontou para ela e disse: ‘Cris, não se mete. Não defende esse cara‘. A gente tentou impedir, mas eram cinco homens…não tinha o que mulheres fizessem, ninguém ia conseguir parar eles. Ele foi tomado pelo ódio, qualquer marido faria a mesma coisa”

Quando voltou da Colônia Mergulhão, segundo Allana, seu pai entrou na residência, a abraçou e começou a chorar. Em seguida, ele disparou: ‘me perdoa filha, só quis proteger a sua mãe‘. Porém, quando indagada sobre o crime, a jovem diz que prefere não pensar no que o pai fez para proteger a memória de bom pai.

“Ele assumiu o erro dele e vai pagar pelo o que ele fez. Só isso. Eu prefiro não pensar no que ele fez ou deixou de fazer. Eu sei que o que ele fez foi para proteger a minha mãe. Teve uma ação [relembrando de Daniel na cama dos seus pais] e ele teve uma reação [relembrando sobre a morte brutal do jogador]”.

Cristiana, Edison e Allana Brittes (Fto: Reprodução/Facebook)

Além disso, Allana voltou a citar o nome de Eduardo Purkote, que foi preso no dia 15 de novembro, porém, liberado 11 dias depois. Segundo a réu, o jovem tem participação no crime e foi um dos mais violentos com o jogador Daniel.

‘Eu sou uma menina normal que queria comemorar 18 anos’

Sobre sua aparência, sempre maquiada e com o cabelo arrumado, Allana Brittes justificou na entrevista que é normal. “Eu sou uma menina que só queria ter comemorado a festa de 18 anos, porque era uma coisa que eu fazia todos os anos..eu adorava comemorar meu aniversário. Eu só queria ter completado 18 anos e entrei em um pesadelo que não tem fim.”

Quando indagada sobre o que as pessoas pensam dela, a jovem respondeu rapidamente. “O fato de eu estar arrumada, de ser vaidosa, não tem ligação com o que eu passei. O que eu passei, só eu sei. E hoje eu tento estar bem pela minha família…pela minha mãe…e, infelizmente, eu preciso seguir a minha vida.”

Para jovem, Cristiana Brittes foi a pessoa que mais sofreu

Allana ainda contou que deixar a mãe no presídio foi uma das maiores dores da sua vida, já que na sua visão, a mãe foi a pessoa que mais sofreu no caso. “Foi muito difícil pra mim, porque ao mesmo tempo que era um alivio eu ter saído, foi a pior dor que eu podia ter sentido. Foi muito difícil ter que deixar ela e não levar comigo, sabendo que ela foi a pessoa que mais sofreu..que não fez nada…ela foi uma vítima.”

‘Cada um deveria se colocar no lugar do meu pai’

Na tentativa de justificar o crime brutal que matou o jogador Daniel, Allana pediu para que as pessoas se colocassem no lugar do seu pai. “Eu acho que cada um deveria se colocar no lugar do meu pai, no meu lugar, no lugar da minha mãe e pensar que se acontecesse na sua família..com você…o que você faria? É só uma questão da pessoa ter empatia e pensar”

Em seguida, a jovem argumenta que o pai assumiu seu erro e o que ele tiver que pagar, irá pagar perante a Justiça. Mais uma vez, ela reafirmou que seu pai não procurou isso. “Mas que fique claro que ele não procurou isso…ele estava na casa dele, tinha acabado de comemorar os 18 anos da filha dele e ele jamais imaginou que alguém pudesse fazer isso. Ele infelizmente agiu pela raiva e pela emoção e o que ele tiver que pagar, ele vai pagar”

‘Sinto pela perda delas, mas minha vida também acabou’

Comparando a morte com a perda do seu status social, Allana Brittes disse na entrevista que sente muito pela mãe e filha do Daniel, mas que ela também perdeu sua vida. “Olha, eu sinto pela dor delas, mas a minha família também foi destruída. Hoje eu não tenho família, eu não tenho casa. Minha vida acabou junto com a do Daniel. Então, eu sinto muito pela perca, mas eu também tive perca. Da família…da minha adolescência…minha maior idade.”

Réus contam suas versões do crime que matou jogador Daniel

Nesta quarta-feira (4), os envolvidos na morte do jogador Daniel Corrêa, de 24 anos, contam suas versões do aniversário de Allana Brittes que terminou na morte do jovem. Com início às 9h, a juíza Luciane Martins de Paula reservou três dias para escutar os réus no Fórum de São José dos Pinhais.

Caso Daniel: confira quem são réus do processo!

Os sete réus do caso Daniel respondem por crimes diferentes. Allana Brites e Evellyn Brisola são as únicas que respondem ao caso em liberdade. Confira aos crimes que cada um responde!

  • Edison Brittes (38 anos): homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor e coação no curso do processo;
  • Cristiana Brittes (35 anos):  homicídio qualificado por motivo torpe, coação do curso de processo, fraude processual e corrupção de menor;
  • Allana Brites (18 anos): coação no curso do processo, fraude processual e corrupção de menor;
  • Eduardo da Silva (19 anos): homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor;
  • Ygor King (19 anos):  homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor;
  • David Willian da Silva (18 anos):  homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de menor e denunciação caluniosa;
  • Evellyn Brisola (19 anos):  denunciação caluniosa, fraude processual, corrupção de menor e falso testemunho;

Relembre o crime que vitimou jogador em São José dos Pinhais

Daniel Correa foi brutalmente agredido e morto na manhã de 27 de outubro de 2018, após uma confusão na residência dos Brittes. Na ocasião, cerca de 15 pessoas estavam na casa participando de um after do aniversário de Allana Brittes, que havia ocorrido em uma casa noturna de Curitiba.

A confusão começou depois que Edison flagrou o jogador Daniel deitado na cama com sua esposa, Cristiana Brittes. Segundo o depoimento de Cristiana Brittes, ela teria acordado com jogador Daniel apenas de cueca no local.

A defesa da família Brittes alega que o jogador tentou estuprar Cristiana. Em contrapartida, os advogados da família de Daniel afirmam que tudo não passou de uma brincadeira infantil e de mau gosto do jovem.

O resultado do flagrante foi o espancamento do jogador na casa dos Brittes e seu assassinato na Colônia Mergulhão, em São José Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. No local de mata, o jogador teve seu pescoço parcialmente decapitado com uma faca de churrasco e o órgão sexual extirpado por Edison Brittes.

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