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Empresas inovam e se adaptam às necessidades de colaboradores em home office

Assunto foi discutido pelo grupo de Benchmarking da Amcham Curitiba; pesquisa aponta que 300 milhões de pessoas estão trabalhando a partir de suas casas por causa da pandemia

Angelo
Angelo Binder conteúdo Comando News com assessoria
Empresas inovam e se adaptam às necessidades de colaboradores em home office

29 de abril de 2020 - 00:00 - Atualizado em 29 de abril de 2020 - 00:00

Neste período de pandemia, empresas optaram pelo trabalho em home office para não suspender suas atividades. Apesar disso, muitos de seus funcionários têm condições diversas que podem tanto facilitar quanto dificultar o trabalho em casa. O tema foi discutido por gestores integrantes do grupo Benchmarking da Amcham Curitiba em evento online na última terça-feira (14).

Várias empresas têm se mobilizado para contribuir para que seus funcionários possam exercer suas atividades. De acordo com o CEO da Lactec, Luiz Fernando Vianna, os gestores precisam se policiar para não querer gerenciar tudo o tempo todo. ‘‘Neste período de pandemia, fazer com que as pessoas interajam é bem interessante e importante, mas não podemos esquecer que as condições de trabalho são diferentes agora’’, diz Vianna. Para o CEO da TOTVS Curitiba, Marcio Viana, apesar das variáveis, é preciso continuar produtivo. ‘‘Nós sempre trabalhamos com 3 palavras: Foco, Hábito e Disciplina, diariamente precisamos ter o Foco na Meta ajustado, criar hábitos diários no home office para garantir o sucesso neste foco, e ter a disciplina de até mesmo fazer algo que não seja seu hábito natural para que as metas e focos sejam atingidos”, afirma o gestor também durante o evento online da Câmara Americana de Comércio da capital paranaense.

Outra rotina

De acordo com Luiz Fernando Vianna, além dos funcionários entenderem que, mesmo em casa, eles estão trabalhando, os gestores precisam compreender que a rotina de seus colaboradores se transforma em tempos como o atual, junto com a mudança de ambiente de trabalho. ‘‘Nós temos que ter a consciência de que nossos colaboradores têm filhos, um almoço para fazer, uma casa para cuidar e que, estando lá, eles vão se ver obrigados a dividir seu tempo de uma forma diferente”, conta. Vianna lembrou, ainda, que o Lactec adota o horário flexível de trabalho na empresa e entende que, no trabalho remoto, essa flexibilidade deve ser ainda maior para que o funcionário possa administrar sua rotina e ser mais produtivo.

Outro ponto ressaltado é a relação de confiança estabelecida entre as empresas e seus funcionários. Na modalidade de teletrabalho, o cumprimento de horário de trabalho normal está em segundo plano frente à entrega das tarefas nos dias e horários combinados. Sendo assim, a administração dos horários fica totalmente nas mãos do funcionário.

Algumas empresas estão inovando ainda mais. Segundo o CEO da Lactec, a própria companhia onde trabalha tem enviado, por e-mail, publicações com diversas dicas para seus colaboradores. As informações vão desde como se exercitar em casa, até sobre intervalos que eles podem e precisam fazer longe do computador para não terem dores musculares ou de cabeça, por exemplo.

O home office é legalizado no Brasil e segue regras específicas. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em seu artigo 6º, não há diferença entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador, o executado no domicílio do empregado e o feito a distância, desde que estejam caracterizados os pressupostos da relação de emprego. Em 2017, a Reforma Trabalhista também contribuiu com a modalidade, incluindo um capítulo inteiro na CLT sobre o tema. Os artigos explicam que os direitos dos trabalhadores em teletrabalho são os mesmos de um trabalhador que executa seu serviço in loco.

Atualmente, segundo um estudo realizado pela Boston Consulting Group (BCG) em parceria com a instituição Bureau of Labor Statistics, dos Estados Unidos, há uma estimativa de que 300 milhões de pessoas estão trabalhando pela modalidade de home office no mundo por conta da pandemia da covid-19.