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Em grupo de WhatsApp de academia, homem afirma que agride mulheres e causa revolta

Por meio de texto e áudio em grupo de academia de artes marciais, homem afirma que agride mulheres, em Maringá

Wilame
Wilame Prado / Repórter
Em grupo de WhatsApp de academia, homem afirma que agride mulheres e causa revolta
Mensagens estimulam agressões contra mulheres em grupo de Whatsapp. (FOTOS: Gentilmente cedidas pelo portal de notícias Hoje Mais Maringá)

13 de maio de 2021 - 10:28 - Atualizado em 14 de maio de 2021 - 11:56

Mensagens de cunho machista e que estimulam agressões contra as mulheres viralizaram e repercutiram negativamente em Maringá na noite de quarta-feira (12). Ao fazer comentários sobre o julgamento e condenação do assassino da advogada Tatiane Spitzner, Luis Felipe Manvailer, em um grupo de WhatsApp de uma academia de lutas marciais, um integrante do grupo afirmou que agride mulheres.

“Tem umas nega forgada véi, tem jeito não, tem que chamar no doze, na bicuda mesmo, não tem dessa. Se vacilar ela te mete cadeira, paulada, pedra, vai pra cima e “regaça”, depois dá uma de inocente: ai, ele me bateu! Sorte sua que você correu, se não “tinha te rebentado”, te moído no soco. Humpf! Ah, eu não tenho paciência, não. Eu já chamo no “doze” e dou cadeirada nas costas até envergar. E se ficar falando muito, eu boto pra dormir. Ainda chacoalho pra acordar e pra não deixar ali caída no chão. Acorda. Continua xingando? Dorme de novo. Acorda. heheheheheh Depois à noite tá tudo zero! hahahaha”,

afirmou o homem, por meio de mensagem de áudio.

Acusado de lesão corporal

O autor do áudio já responde por lesão corporal: em boletim de ocorrência do dia 24 de junho de 2019, constam as seguintes informações: “E.C.S a agrediu fisicamente e ameaçou ao dar socos no corpo e rosto da vítima, chutes no corpo e uma cadeirada, ele a apertou o pescoço até ela desmaiar, tendo ela ficado com hematomas no olho e braço esquerdo.”

Sobre o caso, o Ministério Público se manifestou em 21 de janeiro de 2021, pedindo urgência na apreciação do caso ao juiz responsável.

A reportagem do RIC Mais não conseguiu contato com o autor das mensagens. O responsável pelo grupo de WhatsApp de uma academia de artes marciais de Maringá disse à produção da RIC Record TV Maringá que deverá se pronunciar ainda nesta quinta sobre o caso.

O outro lado

Segundo os advogados da academia de luta, o responsável pelas mensagens não vai dar entrevista, por enquanto. “Porém esclarecemos que as conversas estão fora de contexto, foi uma brincadeira que ele se arrependeu de ter feito. Não tem nenhuma relação com boletim de ocorrência de 2019 mencionado na reportagem. Ele já fez esclarecimento no grupo e, em um treino, já fez a retratação.”

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