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Em depoimento, suspeito conta detalhes sobre a morte do jogador Daniel

Redação RIC Mais
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12 de novembro de 2018 - 00:00 - Atualizado em 12 de novembro de 2018 - 00:00

O jogador foi morto no dia 27 de outubro. (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

A RICTV Curitiba| Record PR teve acesso a um depoimento perturbador sobre o assassinato do jogador Daniel; Eduardo contou o passo a passo do crime brutal

Eduardo Henrique da Silva, de 19 anos, contou os detalhes sobre o assassinato brutal do jogador Daniel Corrêa. A RICTV Curitiba | Record PR teve acesso ao depoimento, colhido nesta segunda-feira (12), onde o suspeito detalha como tudo ocorreu entre o momento em que o jogador Daniel foi colocado no porta-malas até a chegada na plantação de pinus, na Colônia Mergulhão, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, onde a vítima foi executada.

Segundo Eduardo, não há inocentes nessa história. O depoimento dele contradiz o que Ygor e Deivid, que também estavam no carro junto com Edison Brittes, contaram à polícia na última sexta-feira (9). Eduardo, que é namorado da prima de Cristiana, diz que todos saíram da casa sabendo da intenção de Edison Brittes de extirpar o órgão sexual do jogador.

O advogado de Eduardo conversou com a nossa equipe após o depoimento, e disse que o cliente falou tudo o que sabia à polícia.

Edison Brittes agiu sozinho, diz suspeito (Reprodução)

Jogador Daniel: início da confusão dentro da casa dos Brittes

Na versão dada por Eduardo, logo após o início da confusão, Cristiana teria chegado no quarto onde ele estava com a namorada e solicitado ajuda. “Ajuda o piá, que o Júnior está batendo nele, porque ele estava mexendo em mim e não deixa o Júnior bater nele”, pode ser lido no trecho do depoimento. Ele então teria descido até o quarto e presenciado Edison Brittes, Ygor e Daivid agredindo o jogador.

Eduardo Henrique da Silva contou detalhes sobre assassinato do jogador Daniel. (Foto: Reprodução/Depoimento)

Depoimento revela como ocorreu assassinato

Em um trecho do depoimento, Eduardo conta que o Edison Brittes disse que “talarico tem que ser capado”, talarico é quem mexe com a mulher do outro, explicou o jovem. Na sequência, Brittes ainda parou o carro de ré e afirmou: “eu vou capar esse cara e preciso que vocês vão junto“. O assassino confesso do jogador Daniel teria então ido até a cozinha e apanhado a faca usada para matar e capar o atleta. Antes de retornar ao veículo, ele ainda teria afiado a faca no chão. Tudo isso na presença de David e Ygor, o que foi negado por ambos nos depoimentos colhidos na sexta-feira (9). Ainda segundo essa versão, Edison não fez nenhuma ameaça para que os três jovens o acompanhassem, mas sim pediu ajuda e todos foram. 

Conforme Eduardo, King agrediu novamente o jogador Daniel durante o caminho até a Colônia Mergulhão. No documento, ela afirma que enquanto a vítima estava no porta-malas, tetando levantar e falar, foi novamente ‘calado’ por King.

Eduardo Henrique da Silva contou detalhes sobre assassinato do jogador Daniel. (Foto: Reprodução/Depoimento)

Edison Brittes matou Daniel Corrêa sozinho

Eduardo alegou que Edison foi aconselhado por eles a deixar o jogador em uma rodovia, mas disse que não, que sabia para onde ir. Ele ainda contou à polícia que Edison estava com o celular de Daniel e olhava o aparelho a todo tempo. Então, quando chegaram próximo a uma plantação de pinus, ele parou o carro e todos desceram. O suspeito afirmou ainda que foi Edison Brittes quem tirou o jogador de dentro do porta-malas e que, ainda com as pernas do jogador Daniel dentro do veículo, ele já “passou a faca no pescoço de Daniel”. 

Eduardo Henrique da Silva contou detalhes sobre assassinato do jogador Daniel. (Foto: Reprodução/Depoimento)

Daniel tem o pênis extirpado por Edison Brittes

Na sequência, Edison arrastou o jogador Daniel para fora da vista dos outros suspeitos e, provavelmente, nesse momento cortou fora o órgão sexual da vítima. O pênis foi encontrado apenas depois do sepultamento de Daniel. Já pensando nas consequência do crime cruel, o assassino confesso disse aos suspeitos “Fiz merda, mas não vai dar nada para vocês, isso fui eu que fiz”.  

Eduardo Henrique da Silva contou detalhes sobre assassinato do jogador Daniel. (Foto: Reprodução/Depoimento)

Sobre a volta para casa, Eduardo confirmou as versões de Ygor e Daivid, de quê eles passaram em um loja para comprar roupas para Edison Brittes e em um posto para comprar água para limpar o sangue das mãos do assassino. Ele também disse que tanto as roupas sujas como a faca usada para cometer o crime foram jogadas em um riacho, em São José dos Pinhais, que fica no caminho para a casa da família Brittes

Eduardo Henrique da Silva contou detalhes sobre assassinato do jogador Daniel. (Foto: Reprodução/Depoimento)

Todos sabiam do assassinato de Daniel

Eduardo também relatou que depois de voltarem para a casa, Edison chamou a esposa e a filha para contar que havia assasinado o jogador Daniel. No mesmo trecho do depoimento, o suspeito também afirmou que não ouviu Cristiana pedindo socorro, mas que ela teria dito apenas que “o muleque estava tentando mexer nela”.

Eduardo Henrique da Silva contou detalhes sobre assassinato do jogador Daniel. (Foto: Reprodução/Depoimento)

Imagens do encontro no shopping

Dois dias após o crime, a família Brittes – Edison, Cristiana e Allana – vão a um encontro com testemunhas em um shopping, em São José dos Pinhais. Nas imagens, os três aparecem na mesa e conversam com três rapazes que estavam na casa, e presenciaram as agressões contra Daniel. Para o delegado que investiga o caso, a intenção foi coagir as testemunhas.

A RICTV Curitiba também teve acesso, com exclusividade, a íntegra das imagens de uma loja de celulares. O casal Brittes levou o aparelho de Cristiane para reparos, no dia 31 de outubro, quatro dias após o crime. Horas depois, Cristiane foi detida. No início desta semana, os responsáveis pela loja entregaram o celular para a polícia.

Ygor, Deivid e Eduardo foram até o local do crime junto com Edison (Reprodução)
Homicídio qualificado

O delegado responsável pelo caso Amadeu Trevisan, da Polícia Civil de São José dos Pinhais, afirmou em entrevista que todos os envolvidos no assassinato do jogador Daniel deverão ser indiciados por homicídio qualificado. Edison Brittes, Cristiana Brittes, Allana Brittes, Daivid Willian da Silva, Ygor King e Eduardo Henrique da Silva estão presos.

Infográfico: Luana Silverio/Portal RIC Mais
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