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“Ele não só matou a Tatiane, como continua tendo muita raiva dela”, diz assistente de acusação sobre Manvailer

Para a acusação, Manvailer estava irritado e exaltado no momento do seu interrogatório ao falar de Tatiane, mesmo quase três anos após a morte da advogada

Redação RIC Mais
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“Ele não só matou a Tatiane, como continua tendo muita raiva dela”, diz assistente de acusação sobre Manvailer
(Foto: Reprodução)

10 de maio de 2021 - 15:49 - Atualizado em 10 de maio de 2021 - 15:51

No início da tarde desta segunda-feira (10), começaram os debates entre defesa e acusação no júri popular de Luis Felipe Manvailer, no caso da morte da advogada Tatiane Spitzner. A sessão acontece em Guarapuava desde a última terça-feira (4). O promotor do Ministério Público do Paraná (MPPR) Pedro Henrique Brasão Papaiz foi o primeiro a falar.

Ele iniciou desejando condolências à família de Tatiane e pedindo desculpas pelas imagens difíceis que tiveram que presenciar durante os dias do júri. Disse, ainda, que se achasse, por algum motivo, que Manvailer é inocente, diria para que os jurados o absolvessem, mas que não é isso que acredita.

Papaiz observou que os vídeos de câmeras de segurança são de baixa qualidade, mas que é possível ver que quando o réu leva o corpo da esposa para dentro do apartamento após a queda, já morta, é possível observar os hematomas presentes, de acordo com ele.

O promotor relembrou, ainda, que os vizinhos ao lado do apartamento do casal não ouviram Manvailer gritar “Tatiane, não” antes da queda de Tatiane. O réu afirmou várias vezes ter gritado.

Assistente de acusação

O assistente de acusação Roberto Brzezinski foi mais enfático em sua fala, logo após o que foi exposto pelo promotor. Para ele, Tatiane não conseguiria enfrentar Manvailer pois o porte físico dele era muito superior ao da vítima.

Brzezinski ressaltou, também, que o réu não esboçou reações ou se emocionou durante todos os dias do júri e que ele não tinha a intenção de estar no Tribunal do Júri nesta segunda pois estava fugindo após a morte de Tatiane.

Para a acusação, Manvailer estava irritado e exaltado no momento do seu interrogatório ao falar de Tatiane, mesmo quase três anos após a morte da advogada.

“Para mim, (…) ele não só matou a Tatiane por esganadura naquele momento de raiva como, na minha modesta opinião (…), ele continua tendo muita raiva dela até hoje. É totalmente inadmissível que a comunidade de Guarapuava ratifique uma conduta desta envergadura. É por isso que peço a condenação do acusado”,

disse Roberto Brzezinski

Veja o vídeo: