Educação

Sinepe Paraná elege novo presidente; pandemia seguirá como desafio para o setor

Professor Douglas Oliani assume o cargo no qual esteve à frente a professora Esther Cristina Pereira. Com cerca de 500 escolas associadas, instituição terá colegiado para auxiliar nas tomadas de decisões estratégicas

Redação RIC Mais
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Sinepe Paraná elege novo presidente; pandemia seguirá como desafio para o setor
(Foto: Divulgação)

17 de novembro de 2020 - 19:40 - Atualizado em 17 de novembro de 2020 - 19:40

“O futuro é mais incerto do que já foi anteriormente”. A avaliação é do novo presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe/PR), professor Douglas Oliani, eleito para o biênio 2020/2022. Ele se refere às alterações já causadas pela pandemia do novo coronavírus no setor, e aos desdobramentos oriundos da necessidade de isolamento, que afetou todo o modelo de ensino no país, seja público ou privado. E será esta a realidade pelos próximos dois anos.

A cerimônia de posse da nova Diretoria e do Conselho Diretor do Sinepe/PR ocorreu na última sexta-feira (13), no Espaço Torres, e reuniu diversas autoridades da Educação como a vice-presidente da Câmara de Educação Básica (CEB) do Conselho Nacional de Educação e vice-presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (FENEP) Amábile Pacios; o presidente da FENEP, Ademar Batista Pereira; o diretor-geral da Secretaria de Educação e do Esporte do Paraná (Seed), Gláucio Dias; a diretora de Planejamento e Gestão Escolar da SEED, Adriana Kampa; o presidente do Sindicato dos Professores do Estado do Paraná (Sinpropar), Lineu Ferreira Ribas; e ex-presidentes do Sinepe/PR, Jacir J. Venturi, que também é conselheiro titular do Conselho Estadual de Educação do Paraná (CEEPR) – representando a presidente do CEEPR, Maria das Graças Figueiredo Saad – e José Manoel de Macedo Caron, representando o Movimento Pró-Paraná.

Também estiveram presentes: o presidente do Sinepe/RS, Bruno Eizerik, o Presidente do Sinepe/DF, Álvaro Moreira Domingues Jr., Ana Elisa Dumont, vice-Presidente do Sinepe/DF, Fátima C. de M. Franco, diretora do Sinepe/DF, o diretor Financeiro do Sinepe/MG, Winder Almeida de Souza, o diretor de Relações do Trabalho do Sinepe/MG, Mário Lúcio França de Oliveira, dentre outros.

Douglas Oliani assume o cargo que foi, nas últimas duas gestões (2016/2020), da professora Esther Cristina Pereira, de quem foi vice-presidente. E entende que, entre os desafios para o período que irá cumprir à frente da instituição, está a consolidação do ensino híbrido, ainda de olho no que a pandemia causou. “Isso muda toda a pretensão do calendário educacional. Na virada do ano, temos que estar trabalhando com 100% das atividades, seja no híbrido ou presencial, não só com as extracurriculares, para preparar esse cenário”, avalia.

Para fortalecer o trabalho do Sinepe/PR junto às escolas e em defesa do setor, Oliani informa que a entidade vai estabelecer, para a próxima gestão, um colegiado para agir de forma estratégica. A ideia é que esse grupo sirva para contribuir na tomada de decisões. Para isso, vai trabalhar de forma técnica, amparado por pesquisas e ainda mais próximo das escolas para entender quais as maiores necessidades em um momento ímpar como o atual. “Precisamos trabalhar a questão econômica junto às escolas e o que serão os próximos dois anos, envolvendo também capacitação e formação de professores, novas tecnologias disponíveis que podem e devem ser aplicadas no processo educacional”, acrescenta.

“O associativismo se fortalece quando enfrentamos um problema sério”, destaca a professora Esther. “E o sindicato esteve trabalhando durante todo esse tempo para as escolas, pensando principalmente nos alunos, professores e gestores. Fizemos lives, reuniões com os gestores das escolas, produzimos mais de 250 ofícios solicitando aos órgãos competentes o retorno das atividades presenciais de forma gradativa e de acordo com os protocolos”, explica.

Esther lamenta o fato de algumas escolas menores não terem suportado o período de isolamento social. “Estamos todos no mesmo barco. Quando uma escolinha fecha, é como um buraco nesse barco, porque são famílias que sofrem, pedagogos que se veem obrigados, muitas vezes, a abandonar um sonho”, compara. Por isso, desde o início da quarentena, o Sinepe/PR trabalhou próximo às escolas para dar suporte necessário em um momento em que todo tipo de atividade presencial precisou ser encerrado.

Ações em meio à pandemia

As ações de enfrentamento da pandemia são importantes para entender o modo de atuação do Sinepe/PR: a pedido da entidade, o Conselho Estadual de Educação aprovou a realização das aulas remotas na educação infantil e permitiu a prorrogação do prazo para a entrega do projeto político-pedagógico. O Sinepe/PR conseguiu ainda, junto ao poder público, a aprovação do ensino híbrido para 2020 e 2021 e a readequação do calendário letivo por conta da pandemia.

Dois ex-presidentes da entidade passaram a fazer parte do Conselho Estadual de Educação – Naura Nanci Muniz Santos e Jacir Venturi. O Sinepe/PR incluiu também representantes do setor privado de ensino nos Conselhos Municipais de Educação em Curitiba e em outras cidades do estado. O que transformou a entidade em peça fundamental para as decisões da educação em 2020 a serem tomadas pelo governo do estado, órgãos da educação e saúde nas esferas estadual e municipal.

E de modo oficial, o Sinepe/PR participou com o Comitê da Casa Civil e da Secretaria de Estado da Educação da elaboração do protocolo de retorno às aulas. O documento organiza a nova metodologia da retomada das atividades presenciais em todo o segmento de ensino do estado, com objetivo de zelar pela saúde de alunos, as famílias dos estudantes, professores, colaboradores e gestores educacionais em meio à pandemia.

“Quando você pega esse cabedal todo de ações, fica claro que você representa não só o Sinepe/PR, mas principalmente as escolas e o setor de ensino privado como um todo, e sinaliza o que queremos para os próximos dois anos”, sintetiza Oliani.

Realizações da última gestão

A mudança promovida em 2018 pela Reforma Trabalhista encerrou a arrecadação da contribuição patronal. Isso atingiu diretamente e de modo negativo a arrecadação do Sinepe/PR. Para a manutenção das atividades, a entidade adotou algumas ações administrativas, como o encerramento dos escritórios regionais e o reajuste das mensalidades sociais. E unificou, após anos de negociação, sua base com o sindicato patronal representante das escolas de Cascavel e região. O que significou a ampliação de sua representatividade no Estado. Hoje, o Sinepe/PR tem em sua base 211 municípios e cerca de 500 escolas associadas.

No ano passado, estabeleceu parcerias inéditas com editoras para a realização de eventos na capital e no interior com o aporte financeiro dessas empresas parceiras. Assim, foi possível a realização de palestras, seminários e encontro com escolas. Foi esse modelo de trabalho em conjunto que permitiu o lançamento do livro “A fórmula da felicidade”, projeto inédito no segmento, realizado por escolas, pais e alunos. E com a chegada do novo coronavírus, a instituição publicou duas cartilhas para orientar gestores, professores e alunos sobre o momento: “Menino Maluquinho” foi resultado de uma parceria com a Ziraldo Produções (ZAP). A primeira delas foi sobre os cuidados preventivos a serem tomados com doenças contagiosas; a segunda, sobre a volta às aulas, obedecendo todos os protocolos de higiene e segurança contra a Covid-19.

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