Educação

Sindicato identifica problemas na volta às aulas em Maringá; prefeitura nega

A Prefeitura de Maringá contesta os problemas apontados e afirma que se coloca à disposição para ouvir as reclamações dos servidores

Renan
Renan Vallim / Repórter
Sindicato identifica problemas na volta às aulas em Maringá; prefeitura nega
Visitas foram feitas de maneira aleatória em unidades de educação (Foto: SISMMAR)

30 de julho de 2021 - 12:59 - Atualizado em 30 de julho de 2021 - 12:59

Em razão da volta às aulas presenciais na rede municipal, desde a manhã desta quarta-feira (28), a direção do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maringá (SISMMAR) deu início a uma série de visitas às unidades escolares da cidade. O sindicato afirma ter identificado alguns problemas e diz que irá cobrar mudanças por parte da Secretaria de Educação. A Prefeitura de Maringá contesta os problemas apontados e afirma que se coloca à disposição para ouvir as reclamações dos servidores.

O SISMMAR afirma que as escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (Cmei’s) foram escolhidos de forma aleatória para que vistorias fossem feitas, juntamente de conversas com os servidores presentes. De acordo com o sindicato, não houve entrega de máscaras adequadas, como o modelo cirúrgico ou os modelos PFF2 e N95. A maioria dos servidores usa a máscara de pano, que não seria considerada pela saúde ocupacional como um Equipamento de Proteção Individual (EPI).

Já as viseiras de acrílico, chamadas de face shield, foram entregues ainda no primeiro semestre. Entretanto, segundo o sindicato, houve a identificação de problemas com o equipamento. Além do tamanho único, que resulta em desconforto e dores de cabeça em diversos servidores, também foi visualizado problemas no próprio material.

Outro problema encontrado pelo SISMMAR é a ausência de sala de isolamento em uma das unidades visitadas. A sala deve ser usada caso alguma criança apresente sintomas de contaminação.

Em nota, a Prefeitura de Maringá contesta a posição do sindicato. “Em relação a algumas questões apontadas pelo Sismmar, as mesmas podem ter sido provocadas por informações desencontradas ou diferenças em pontos de vista e análise sobre determinadas regras relacionadas à segurança e prevenção à covid-19. Um exemplo é que a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Sesa) não considera a máscara como um EPI. As máscaras utilizadas pelos servidores da Educação têm camada dupla, o que é suficiente de acordo com as normativas da Sesa”, escreve a nota.

Quanto ao face shield, a nota afirma que “tem tamanho único e possibilidade de ajuste individual para maior proteção do usuário de acordo com suas características. A Secretaria está aberta para ouvir servidores que possam não ter se adaptado aos modelos disponibilizados”.

A prefeitura afirma ainda que todas as unidades escolares possuem sala de isolamento. Novas visitas deverão ser realizadas em outras escolas do município por parte do sindicato.