Educação

Programa de Aprendizagem é a porta de entrada para jovens empreendedores

Da aprendizagem ao empreendedorismo, jovens consolidam trajetórias no mercado de trabalho através de Programa de Aprendizagem que fortalecem a construção de carreiras cada vez mais prósperas.

Redação RIC Mais
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Programa de Aprendizagem é a porta de entrada para jovens empreendedores
Jovens empreendedores (FOTO: Pixabay)

4 de maio de 2021 - 17:34 - Atualizado em 4 de maio de 2021 - 19:50

Quando Heloisa dos Santos entrou pela primeira vez em uma empresa como funcionária, ela tinha 18 anos. Sem experiências e com uma rotina marcada apenas pelos compromissos de uma estudante do 1º Ano da faculdade de administração, Heloisa se deparou com um mundo completamente novo.

Ocupando a função de aprendiz, a jovem permaneceu 16 meses no setor de compras de uma empresa do ramo farmacêutico, desenvolvendo habilidades profissionais que, apenas estudos teóricos propostos pela sua faculdade, não seriam capazes de desenvolver da mesma maneira.

Quando seu contrato chegou ao fim, Heloisa estava mais do que preparada para abrir seu próprio negócio. Tanto que assim o fez: hoje, a jovem com 19 anos, é dona da Moana Plus Size – uma loja totalmente on-line que comercializa roupas plus size.

“O fato de ter sido aprendiz me ajudou muito a desenvolver meu plano de carreira. Eu percebi que tenho perfil de liderança e me descobri na área de compras. Então, comecei a pensar o que eu gostaria de fazer na vida e entendi que trabalhar com compra e venda me atraía”

Conta a estudante.

Assim como Heloisa, Cesar Felipe Krull, 22 anos, começou como aprendiz e se tornou auxiliar mecânico.

“A experiência que obtive me ajudou a ter uma boa postura no trabalho e me mostrou caminhos para crescer na profissão. Quando fui efetivado foi uma alegria enorme, porque eu sempre disse que gostaria de trabalhar nessa empresa”.

Comenta o ex-aprendiz.

Uma das maiores responsáveis pela efetivação de Krull, Vanessa Takiguchi, analista de recursos humanos da Vianmaq Equipamentos, considera que ser um jovem aprendiz já é uma parte indispensável da experiência profissional.

“Talentos como o do Cesar são mais aproveitados quando treinados desde cedo. Assim, eles já chegam à idade adulta com uma compreensão mais ampla de como funciona o dia a dia da empresa e das funções que eles desempenham. Alguns aprendizes se destacam e, para nós, é muito importante conseguir ajudar essas pessoas a ingressarem no mercado de trabalho”.

Avalia Vanessa Takiguchi.

A história de Heloisa e Cesar não são casos isolados

Assim como estes dois jovens, muitos outros brasileiros encontraram nos programas de aprendizagem uma forma de se preparar melhor para a vida profissional. No Paraná, por exemplo, o número de contratações por meio da Lei de Aprendizagem cresce, em média, cerca de 20% ao ano.

Durante a pandemia, o Ministério da Economia continuou pedindo que as empresas não parassem de contratar, justamente por essa ser uma forma de garantir que jovens, muitas vezes em situação de vulnerabilidade, não tenham sua situação econômica ainda mais agravada.

A aprendizagem é lei

Criada no ano 2000, a Lei de Aprendizagem determina que todas as empresas de médio e grande portes devem contratar aprendizes que tenham entre 14 e 24 anos. Desde sua criação, mais que uma simples obrigação, a regra tem permitido que estudantes de todo o país possam ter um contato direto com a realidade do mercado de trabalho antes de decidirem realmente qual profissão seguir.

Além do fato de que o Programa de Aprendizagem permite que esses jovens profissionais tenham um vínculo de trabalho formal, com renda e todas as garantias trabalhistas.

Para a gerente da Divisão de Capacitação e Cidadania do Centro de Integração Empresa-Escola do Paraná (CIEE/PR), Simone Paulin, a legislação foi um grande salto para possibilitar a inserção de sangue novo nos mais diversos setores.

“A Lei da Aprendizagem é um trabalho social, um trabalho de formação profissional e um trabalho de educação, tudo em um só programa. O jovem aprendiz terá, portanto, um suporte tanto na empresa que o contrata e o treina para aquela função quanto no CIEE/PR, com uma equipe que conta com pedagogos, psicólogos, instrutores e assistentes sociais”.

Lembra Simone Paulin.

Quando um jovem é contratado, ele precisa obrigatoriamente estar estudando no ensino regular, além de participar de um curso na instituição formadora. O ganho social é significativo, dado que, em muitos casos, os jovens aprendizes estão em situação de vulnerabilidade

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