Educação

Comitê de saúde é favorável a volta às aulas em escolas particulares de Curitiba

O ofício de consentimento para o retorno das atividades curriculares presenciais foi assinado pela secretária Márcia Huçulak

Redação RIC Mais
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Comitê de saúde é favorável a volta às aulas em escolas particulares de Curitiba
Foto: Ilustrativa/Arquivo N.Com/Vivian Honorato

17 de novembro de 2020 - 14:36 - Atualizado em 17 de novembro de 2020 - 15:42

A Secretaria Municipal de Saúde se posicionou de forma favorável a volta às aulas em Curitiba para alunos da educação infantil e do ensino fundamental de escolas particulares. O ofício de consentimento para o retorno das atividades curriculares presenciais foi assinado pela secretária Márcia Huçulak nesta segunda-feira (16). 

O documento, destinado ao Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Estado do Paraná (Sinepe/PR), pontua que o retorno foi autorizado depois de amplo debate durante a 29ª Reunião do Comitê de Técnica e Ética Médica, que orienta as decisões sobre o novo coronavírus na cidade. 

Conforme o entendimento dos especialistas, experiências nacionais como no Amazonas, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, entre outros, e internacionais como Dinamarca, Suécia e Alemanha mostram que é possível a volta às aulas em Curitiba de forma segura.

Além disso, o documento pontua que a segunda onda novo coronavírus tem sido enfrentada com as escolas abertas na Europa e que “crianças menores de 10 anos possuem menor potencial de agravamento de quadro diante da covid-19”. 

As dificuldades escolares enfrentadas pelos alunos que têm assistido apenas aulas a distância também foi um dos fatores que levou a prefeitura a autorizar a volta às aulas na capital paranaense. O comitê ressaltou que:

  • crianças até 10 anos precisam de maiores cuidados presenciais e têm enfrentando grandes dificuldades de aprendizado com aulas a distância;
  • o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) concluiu que além do aumento significativo de transtornos mentais nas crianças, redução de cobertura vacinal, aumento da desnutrição, entre outro fatores, constituem efeitos colaterais graves do fechamento prolongado das escolas;
  • o fechamento das escolas oferece riscos irreversíveis à saúde das crianças;
  • a retomada gradual e criteriosa da atividades e ensino presenciais configura-se em uma “oportunidade ímpar de preparar crianças para o enfrentamento de situações adversas, tendo a resiliência como valor a ser fortalecido”.

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