Eduardo Scola
Abre Aspas

Por Eduardo Scola

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Eduardo Scola

“O trabalho no meio da pandemia está nos transformando”

“O trabalho no meio da pandemia está nos transformando”
O repórter que trabalha na rua mudou hábitos durante a pandemia.

2 de maio de 2020 - 00:00 - Atualizado em 4 de junho de 2020 - 15:14

O repórter que trabalha na rua mudou hábitos durante a pandemia.

No Dia do Trabalho, tenho que usar esse espaço para falar dos trabalhadores incansáveis do nosso Brasil. Em meio a uma pandemia, tem gente que criou, aprendeu, se reinventou para manter a rotina em dia.

O jornalismo é uma das atividades essenciais durante a crise. Para trabalhar, fazendo as reportagens da RIC Record TV, mudamos comportamentos, formatos e tivemos que abusar da criatividade, para informar e entreter ao mesmo tempo, sem muito contato físico com os entrevistados.

Há 15 anos na televisão, essa é a primeira vez que encaro uma crise sanitária desse tamanho. Como repórter de rua, o que menos tenho feito, é ir para a rua. E se vamos (eu e o repórter cinematográfico), é com todo cuidado. Mascarados e com spray de álcool sempre por perto, como você pode ver na foto.

É um momento delicado, que vai passar, não tenho dúvidas, mas tento tirar proveito dos desafios. Hoje a conexão com o entrevistado é maior. Além de dar entrevista por vídeo chamada, nos ajuda com imagens para editar as reportagens. O texto precisa ser ainda mais criativo, para não parecer sempre o mesmo.

Nossa missão é revelar os fatos do cotidiano para quem não pode sair de casa. Somos os olhos de quem também está trabalhando, mas da porta para dentro. E por isso, a coluna ‘Abre Aspas’, hoje para homenagear quem não parou e é muito essencial para fazer a roda girar.

 

Claudia Silvano, é chefe do Procon no Paraná, tem 39 anos de carreira, 29 deles no Procon.

“Eu aprendi com a pandemia que nesse momento tão difícil em que os conflitos nas relações de consumo se acirram, é preciso, mais do que nunca, colocar em prática a solidariedade, o bom senso e o espírito de cooperação”.

Cleverson Douhey, é Costumer Service Analyst em uma multinacional há 5 anos e está trabalhando em casa durante o isolamento.

“Acredito que trabalhar em casa traga o conforto de adaptar atividades da profissão com algumas responsabilidades da casa. Não é preciso acordar e fazer tudo correndo. Também traz facilidades como economia com alimentação, custos com transporte. Todavia, home office, pode trazer problemas ergonômicos, uma vez que a estrutura é outra. Não temos o costume de fazer pausas regulares que o corpo necessita para um bom desempenho. Mas, em momentos de pandemia acredito que seja o melhor ambiente possível para se estar”.

Alessandra da Luz, é empresária há 23 anos. Acostumada com o atendimento ao público viu a rotina mudar com a chegada do novo vírus.

“Eu tive que entender que o mundo mudou. Que o que fazia antes, hoje não dá resultado na empresa, entendi que o mundo é digital. Estou fazendo cursos de marketing digital e contratei uma empresa para me ajudar a vender on-line”.

Camila Rocha, é bancária há 8 anos, e durante a pandemia se divide entre o trabalho na agência e em casa.

“A rotina mudou completamente. As atividades aumentaram porque muitos colegas estão afastados, por estarem no grupo de risco. Em casa, a questão é encontrar um local adequado para ser “transformado” no ambiente de trabalho. Clientes são atendidos com hora marcada, higiene aumentou e o uso de máscaras e luvas, faz com que “clima” fique tenso. Porém poder ajudar a população gera uma sensação de bem-estar. Tenho certeza que depois que tudo isso passar, seremos pessoas melhores”.

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