Economia

Wall St tem forte queda em meio a ampla liquidação

Reuters
Reuters
Wall St tem forte queda em meio a ampla liquidação
Placa de Wall Street em Nova York

20 de setembro de 2021 - 18:19 - Atualizado em 20 de setembro de 2021 - 18:20

Por Caroline Valetkevitch

NOVA YORK (Reuters) – Wall Street despencou nesta segunda-feira, com os índices S&P 500 e Nasdaq sofrendo a maior queda percentual diária desde maio, à medida que o medo de contágio de um potencial colapso da empresa chinesa Evergrande levou investidores a fugir das ações em favor de ativos de segurança.

O Nasdaq caiu para seu nível mais baixo em cerca de um mês, mas os índices reduziram as perdas pouco antes do fechamento e encerraram a uma boa distância das mínimas da sessão. O Nasdaq chegou a cair mais de 3% no pior momento do dia.

Microsoft Corp, Alphabet Inc, Amazon.com Inc, Apple Inc, Facebook Inc e Tesla Inc estiveram entre as maiores influências negativas tanto no índice de tecnologia quanto no S&P 500.

Todos os 11 principais setores do S&P 500 tiveram baixa, com grupos economicamente sensíveis –como energia, que perdeu 3%– em queda mais expressiva. Ações defensivas, como as do setor de serviços públicos, caíram menos.

Investidores também se mostraram nervosos antes da reunião de política monetária do Federal Reserve nesta semana. A expectativa é que o banco central dos EUA estabeleça as bases para uma redução gradual de estímulos, mas que um anúncio efetivo só aconteça na reunião de novembro ou de dezembro.

O subíndice bancário caiu drasticamente enquanto os preços dos títulos do Tesouro dos EUA aumentaram, com preocupações sobre o possível calote da Evergrande aparentemente afetando o mercado geral.

O índice Dow Jones caiu 1,78%, a 33.970 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 1,697725%, a 4.358 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq recuou 2,19%, a 14.714 pontos.

O Dow registrou sua maior queda percentual diária desde julho, enquanto o índice de volatilidade da CBOE, conhecido como termômetro do medo de Wall Street, subiu.

O S&P 500 está agora cerca de 4% abaixo de seu fechamento recorde de 2 de setembro.

tagreuters.com2021binary_LYNXMPEH8J0U9-BASEIMAGE