Economia

Varejo no Brasil cresce em maio pelo 2º mês, mas fica abaixo do esperado

Reuters
Reuters
Varejo no Brasil cresce em maio pelo 2º mês, mas fica abaixo do esperado
Pessoas observam roupas à venda em rua comercial popular em São Paulo, Brasil

7 de julho de 2021 - 10:02 - Atualizado em 7 de julho de 2021 - 10:05

Por Camila Moreira e Rodrigo Viga Gaier

SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO (Reuters) -As vendas varejistas no Brasil subiram em maio pelo segundo mês seguido em meio ao afrouxamento de medidas de restrição contra a Covid-19 e, embora o resultado tenha ficado abaixo do esperado, o setor permanece acima do patamar pré-pandemia.

O mês de maio registrou avanço de 1,4% nas vendas no varejo em comparação com abril, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O dado mensal informado nesta quarta-feira ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 2,4%, mas o resultado de abril foi revisado com força, para uma alta de 4,9% ante taxa de 1,8% informada antes.

O IBGE destacou que essa revisão se deveu à aplicação do algoritmo de dessazonalização, que busca calibrar os efeitos sazonais.

Com isso, o setor varejista brasileiro está 3,9% acima do patamar pré-pandemia depois do resultado de maio.

Já em relação ao mesmo mês de 2020 as vendas tiveram ganho de 16,0%, contra expectativa de alta de 16,5%.

Segundo os dados, o mês de maio teve alta disseminada entre as atividades pesquisadas, com apenas uma registrando perdas.

A maior variação foi registrada em tecidos, vestuário e calçados, de 16,8%, seguida de combustíveis e lubrificantes (6,9%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (6,7%).

Livros, jornais, revistas e papelaria (1,4%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (3,3%), hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,0%) e móveis e eletrodomésticos (0,6%) foram as outras atividades que apresentaram aumento das vendas em maio.

“Esses setores vêm de trajetórias diferentes. A atividade de tecidos, vestuário e calçados, que teve a maior variação, já havia crescido 6,2% (em abril), mas ainda está muito abaixo do que estava antes da pandemia”, explicou o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, lembrando que houve queda em março.

“Então é uma recuperação, mas em cima de uma base de comparação muito baixa”, afirma o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

A única atividade a ter queda no volume de vendas em maio foi a de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, de 1,4%.

“Tanto essa atividade quanto a de hiper e supermercados foram atingidas de forma diferente pelos efeitos da pandemia. Ambas foram consideradas atividades essenciais e não tiveram suas lojas físicas fechadas. Isso dá um caráter distinto em relação aos outros setores”, completou Santos.

As vendas do comércio varejista ampliado tiveram crescimento de 3,8% em maio sobre abril, com aumento tanto em veículos, motos, partes e peças (1,0%) quanto em material de construção (5,0%), no segundo mês seguido de ganhos.

“Esse aumento foi puxado principalmente pelo setor de veículos, que tem uma base de comparação muito baixa e também não está nos patamares pré-pandemia”, disse Santos.

O setor busca engatar com força a recuperação depois dos danos causados pelas medidas de isolamento contra o coronavírus, em um ambiente ainda de inflação alta e desemprego elevado no país. As apostas giram em torno do andamento da vacinação.

(Edição de Maria Pia Palermo)

tagreuters.com2021binary_LYNXNPEH660O0-BASEIMAGE

Informamos aos nossos visitantes que nosso site utiliza cookies. Ao usar nosso site, você concorda com nossos Termos de Uso. A maioria dos navegadores aceita cookies automaticamente. Para ver quais cookies utilizamos, acesse nossa Política de Privacidade.