Economia

“Vamos ter que renovar”, afirma Guedes sobre auxilio emergencial

Segundo o ministro, a PEC aprovada em 2020 permite extensão do benefício para além do prazo atual, que está previsto até julho

Caroline
Caroline Maltaca / Estagiária com informações da Agência Brasil e supervisão de Giselle Ulbrich
“Vamos ter que renovar”, afirma Guedes sobre auxilio emergencial
"Vamos ter que renovar”, afirma Guedes sobre auxilio emergencial (Foto: Washington Costa/Ascom/ME)

27 de maio de 2021 - 19:55 - Atualizado em 27 de maio de 2021 - 19:56

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o Governo pode prorrogar o auxílio emergencial caso a pandemia da covid-19 se agrave no país e o programa de imunização não atinja níveis suficientes para a maior parte da população. Pelo prazo atual, o benefício será pago até julho.

“Se Deus quiser, teremos dias melhores à frente e vamos celebrar também o fim dessa doença, mas o auxílio emergencial é uma arma que nós temos e pode, sim, ser renovado. Se, ao contrário do que esperamos, se a doença continuar fustigando, e as mortes continuam elevadas, a vacina, por alguma razão não está chegando, tem que renovar, vamos ter que renovar”,

afirmou Guedes.

Ao participar nesta quinta-feira (27) do encontro Diálogos com a Indústria, em Brasília, o ministro comentou sobre uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que já existe e foi aprovada no ano passado, a qual permite o aumento de gastos para cobrir as necessidades de combate e reflexos da pandemia. Segundo Guedes, por meio dela, é possível estender o pagamento, como foi feito para este ano.

Apesar disso, não é com esta possibilidade que o governo vem trabalhando no momento, disse o ministro.

“Não é a nossa expectativa hoje. A expectativa é que está avançando a imunização, mas vamos observar. O auxílio é uma ferramenta para uma camada de proteção e, sim, que tem que ser renovado. Hoje achamos que, se a vacinação em massa progride, pode ser que não seja necessário [ampliar o pagamento do auxílio]”,

informou.

Motivos que levará a aprovação

Para Guedes, a resposta que definirá se haverá ou não a prorrogação do auxílio emergencial será o desenrolar da pandemia e o ritmo de vacinação.

“Se nós tivermos vencendo o combate, a vacinação em massa e, mais, até o final de julho, tivermos vacinado 60%, 70% da população e com 100% da população idosa vacinada, onde está a maior parte da incidência de óbitos. Se nós atingirmos o controle da pandemia através da imunização, porque antes era a ideia de imunização de rebanho, não se falava em vacina, nunca se falou em vacina, teste em massa, quando a doença chegou, depois é que foram se desenvolvendo estes armamentos adicionais. Desenvolveu-se a vacina e começou a busca pela vacina”,

explicou o ministro,

Guedes também comentou que, embora o programa anterior para a liberação do auxílio emergencial tivesse prazo para terminar em 31 de dezembro de 2020, algumas parcelas ainda seriam pagas nos dois primeiros meses deste ano.

Segundo o ministro, o cálculo da primeira fase do auxílio tinha sido feito com base em expectativas do Ministério da Saúde sobre a evolução da pandemia logo no começo dos casos no Brasil. O cenário, no entanto, não se confirmou, e veio a segunda onda e a necessidade de novos auxílios.

“Hoje é fácil dizer que o governo não viu isso e aquilo. Na verdade, o Brasil inteiro foi para as eleições. Se a classe política achasse que a doença estava aí, firme e forte ainda, ela tinha adiado as eleições. Havia uma convicção de que a doença estava arrefecendo. Aconteceram as eleições, depois vieram as festas de fim de ano, as festas dos mais jovens”,

destacou.

Informamos aos nossos visitantes que nosso site utiliza cookies. Ao usar nosso site, você concorda com nossos Termos de Uso. A maioria dos navegadores aceita cookies automaticamente. Para ver quais cookies utilizamos, acesse nossa Política de Privacidade.