Economia

Unidas, seis cooperativas paranaenses vão construir fábrica de malte nos Campos Gerais

Sem poder fazer uma segunda safra de milho, campos paranaenses abrem espaço para a produção de cevada. Expectativa de produção anual é de 240 toneladas, cerca de 15% do volume do consumo brasileiro

 

 

Giselle
Giselle Ulbrich com informação da AEN
Unidas, seis cooperativas paranaenses vão construir fábrica de malte nos Campos Gerais

5 de abril de 2021 - 20:41 - Atualizado em 5 de abril de 2021 - 20:41

Com o apoio institucional do Governo do Estado por meio do programa de incentivo fiscal, seis cooperativas paranaenses se uniram para a construção de uma nova maltaria na região dos Campos Gerais. O investimento do consórcio Intercooperação na fábrica de malte para a produção de cerveja é de R$ 1,5 bilhão. A estimativa inicial é de gerar 100 empregos diretos, além de outros mil indiretamente. A planta deve começar a ser erguida ainda neste ano, em uma área entre as cidades de Ponta Grossa e Carambeí.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (05) pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior e pelo diretor-presidente da Cooperativa Agrária, Jorge Karl, durante a assembleia virtual comemorativa dos 50 anos do Sistema Ocepar.

Instalada em Guarapuava, na Região Central, a Agrária lidera o pool de cooperativas responsáveis pelo investimento, que conta ainda com a participação da Bom Jesus (Lapa), Capal (Arapoti), Castrolanda (Castro), Coopagrícola (Ponta Grossa) e a Frísia (Carambeí). Somadas, elas apresentam um faturamento de R$ 16,4 bilhões em 2020.

“Em um momento tão difícil da economia do mundo todo, aqui no Paraná podemos ver a força das cooperativas com a união dessas seis marcas. É um projeto fantástico, ambicioso, que consolida o Paraná como grande berço da produção de cevada no País”, afirmou Ratinho Junior. “Investimento que vai gerar mais empregos e atrair novas indústrias cervejeiras para o Estado”, acrescentou.

Os números do empreendimento são robustos. A área total destinada para o plantio da cevada, que é um dos principais insumos para a produção do malte, vai chegar a 100 mil hectares, alcançando outras regiões do Estado. A produção anual de malte estimada é de 240 toneladas, cerca de 15% do volume do consumo atual no País. O faturamento esperado é de R$ 1 bilhão/ano.

“O projeto é fruto da intercooperação. Queremos com a implantação da maltaria Campos Gerais incrementar a produção de cevada em toda a região, já que todas essas cooperativas possuem conhecimento no plantio deste grão. Iremos unir forças e aproveitar a sinergia. É um projeto arrojado, que vai gerar receita para o Estado e, principalmente, resultado para os nossos cooperados”, destacou Jorge Karl. “O Governo do Paraná tem dado muito apoio ao agronegócio, o que facilita acordos como esse”.

Invest Paraná

A confirmação da instalação da maltaria contou com o apoio e suporte da Invest Paraná, braço do Governo do Estado na prospecção e atração de novos investimentos. “Tem um peso muito forte a consolidação desse investimento bilionário. O momento é de forte concorrência, visto que era mais barato importar o malte do que produzir aqui e fomentar essa nova matriz econômica”, afirmou o diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin.

Cevada

O Paraná é o principal produtor de cevada do Brasil. Em 2019, de acordo com dados do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, o Estado foi responsável por 54% de toda a área da cultura no País, com 60.300 hectares, 8% maior que em 2018. Foi responsável por 60% de toda a produção, com 241.500 toneladas do grão, um aumento de 10% em relação ao ano anterior.

As primeiras estimativas para a produção deste ano apontam para 303,6 mil toneladas, volume que supera em 12% o resultado da safra passada. A área esperada é de 66 mil hectares, 3% superior à da safra 19/20. “Temos muita área para usar durante o inverno. Toda essa parte centro-sul do Paraná não tem opção, por exemplo, de fazer uma segunda safra de milho, o que abre espaço para a cevada. Temos boa qualidade e produtividade e muito chão para crescer e oportunizar a vida dos pequenos agricultores”, explicou o secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara.

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