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UBS fechará 20% das agências na Suíça e imporá taxas negativas a clientes

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UBS fechará 20% das agências na Suíça e imporá taxas negativas a clientes
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12 de janeiro de 2021 - 11:00 - Atualizado em 12 de janeiro de 2021 - 11:05

ZURIQUE (Reuters) – O UBS, maior banco da Suíça, disse nesta terça-feira que fechará cerca de 20% de suas agências suíças neste trimestre e começará a impor taxas negativas de clientes com mais de 250 mil francos suíços (280,6 mil dólares) ou euros em dinheiro a partir de julho.

O banco anunciou as mudanças à medida que a pandemia de coronavírus impulsiona os serviços bancários online e que as taxas de juros baixas, que agora devem permanecer neste nível por mais tempo, pressionam o setor financeiro.

O banco central suíço introduziu taxas de juros negativas no fim de 2014 e a decisão do UBS de impor taxas negativas aos clientes mais ricos o coloca em linha com vários bancos locais.

Mas seu rival Credit Suisse cobra taxas sobre dinheiro apenas de clientes com mais de 2 milhões de francos suíços, que também era o limite anterior do UBS.

Para contas em euros, o Credit Suisse reduzirá seu limite de isenção a partir de fevereiro, de 1 milhão para 500 mil euros.

“Está ficando cada vez mais claro que teremos que lidar com taxas de juros negativas nos próximos anos. É por isso que decidimos reduzir o limite para taxas de depósito”, disse o chefe do UBS, Axel Lehmann, a funcionários em comunicado.

O UBS disse que levaria em consideração as hipotecas e os investimentos que os clientes têm com o banco para determinar se aplicará a cobrança, aumentando o limite de isenção para até 1 milhão de francos para clientes com tais participações, disse.

“No final, menos de 5% de nossos clientes serão afetados”, disse Lehmann no comunicado confirmado por porta-voz do banco.

A nova taxa anual de 0,75% se aplica aos saldos de caixa acima de 250 mil francos suíços e 0,6% aos saldos de caixa acima de 250 mil euros e será cobrada a partir de julho, disse o UBS, avisando os clientes “com bastante antecedência”.

(Por Brenna Hughes Neghaiwi)

((Tradução Redação São Paulo; + 55 11 5644-7712))

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