Economia

Sergio Lulia Jacob assume a presidência do Banco ABC Brasil

Reuters
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14 de janeiro de 2021 - 09:10 - Atualizado em 14 de janeiro de 2021 - 09:10

Por Aluisio Alves

SÃO PAULO (Reuters) – O Banco ABC Brasil anunciou nesta quinta-feira que Sergio Lulia Jacob assume como seu novo presidente-executivo, enquanto o banco especializado em grandes empresas investe em tecnologia e na prateleira de produtos para ampliar sua base de clientes no chamado “middle market”.

No banco há 30 anos, Lulia substitui Anis Chacur Neto, que passa a fazer parte do conselho de administração do ABC.

A instituição, que diz atender cerca de 40% das empresas brasileiras com faturamento superior a 2 bilhões de reais por ano, tem atuado nos últimos dois anos para crescer no middle market, formado por companhias com faturamento anual de 30 milhões a 250 milhões de reais.

“Mapeamos cerca de 27 mil empresas no Brasil com esse perfil e temos só 3% desse mercado”, disse Lulia à Reuters, contando que o banco investiu numa infraestrutura que permite absorver um maior número de clientes e transações.

Segundo o executivo, com o uso mais intensivo de tecnologia e a redução de barreiras regulatórias, o banco vai poder competir com rivais maiores ampliando a prateleira de produtos e dando um tratamento mais individualizado a clientes, passando, por exemplo, a exigir menos documentos para atualização cadastral e para análise de crédito.

“Já vimos muitos novos entrantes oferecendo novidades para pessoas físicas, mas ainda não vemos um banco bem posicionado para trabalhar bem com esse público nesse aspecto”, disse Lulia.

Após ter deslanchado serviços de assessoria para operações de mercado de capitais e de project finance e lançado uma comercializadora de energia no ano passado, o ABC vai estrear neste ano sua corretora de seguros e ofertar crédito consignado privado por meio das empresas clientes.

CRISE

De acordo com o executivo, apesar da recessão provocada pelos efeitos da pandemia, os níveis de inadimplência no setor cresceram menos do que se temia no pior da crise, o que pode ser explicado pelo fato de muitas empresas já estarem menos alavancadas do que na recessão anterior de 2015-16.

“No entanto, muitas companhias devem ter ficado insatisfeitas com o tratamento que receberam dos bancos durante a crise e, agora, as instituições que conhecerem e atenderem os clientes mais de perto vão ter mais oportunidades”, afirmou.

Lulia admitiu que o anúncio de fechamento de fábricas da Ford no Brasil deve impactar toda a cadeia de fornecimento da indústria automotiva no país. Mas ponderou que o cenário no setor já não vinha bem, uma vez que o nível de ociosidade da indústria de veículos vinha rodando em cerca de 50%.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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