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Real deve seguir em apreciação com economia mais forte no 2º semestre, prevê BTG Pactual

Reuters
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Real deve seguir em apreciação com economia mais forte no 2º semestre, prevê BTG Pactual
Real deve seguir em apreciação com economia mais forte no 2º semestre, prevê BTG Pactual

19 de maio de 2021 - 13:36 - Atualizado em 19 de maio de 2021 - 13:40

SÃO PAULO (Reuters) – O real deverá seguir em valorização, beneficiado pela perspectiva de um ambiente mais favorável para a atividade econômica no segundo semestre, avaliaram economistas do BTG Pactual nesta quarta-feira, mantendo projeção de 5,30 reais ao fim do ano dentro de seu cenário-base.

Os profissionais classificaram a queda do dólar no mundo nas últimas semanas como um dos principais vetores para apreciação do real e consideraram que os dados mais fortes de inflação recém-divulgados nos Estados Unidos não devem alterar a política monetária do banco central norte-americano.

O Federal Reserve (Fed) informará ao público às 15h (horário de Brasília) desta quarta-feira a ata de sua última reunião de política monetária, que pode trazer mais detalhes sobre o pensamento do Fed a respeito.

“A manutenção das taxas de juros dos EUA em níveis baixos é essencial à continuidade dos fluxos financeiros para os países emergentes, incluindo o Brasil”, disseram Álvaro Frasson, Leonardo Paiva e Luiza Paparounis em relatório, que lembrou ainda o processo de normalização monetária iniciado pelo Banco Central em março e que já tirou a Selic de 2% para 3,5%, aumentando o diferencial de juros favorável ao Brasil.

“Ademais, o fortalecimento da balança comercial brasileira pode ser uma variável importante para a apreciação do real no segundo semestre de 2021”, acrescentaram.

Os economistas entendem ainda que a resolução do impasse do Orçamento e a ausência de grandes pressões adicionais sobre as contas públicas trouxeram alívio ao mercado, reduzindo a volatilidade da taxa de câmbio em meio à queda do risco-país.

“O avanço das reformas e a consolidação da vacinação devem colaborar para a continuidade desse cenário de queda do risco e da volatilidade”, afirmaram.

Enquanto o cenário-base do BTG (com 60% de probabilidade de materialização) prevê dólar de 5,30 reais ao fim de 2021, no cenário alternativo pessimista (15%) a moeda fica em 5,60 reais. No otimista (25%), a cotação cai para 5,10 reais.

As faixas de preço melhoraram. No fim de abril, o dólar do cenário básico era de 5,40 reais, variando entre 5,20 reais e 5,70 reais a depender da perspectiva. No começo do mês passado, no pior dos casos o dólar iria para 6,40 reais, com taxa do cenário-base em 5,40 reais e taxa otimista de 5,20 reais.

(Por José de Castro)

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