Economia

Presidente do BB manifesta desconforto em seguir no cargo, banco nega renúncia

Reuters
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Presidente do BB manifesta desconforto em seguir no cargo, banco nega renúncia
Edifício-sede do Banco do Brasil, em Brasília (DF)

26 de fevereiro de 2021 - 18:59 - Atualizado em 26 de fevereiro de 2021 - 19:00

Por Aluisio Alves

SÃO PAULO (Reuters) – O presidente-executivo do Banco do Brasil, André Brandão, manifestou a interlocutores desconforto em permanecer no cargo disse uma fonte com conhecimento do assunto, antes de o banco estatal negar que o executivo tenha pedido renúncia.

“O Banco do Brasil informa que não houve pedido de renúncia por parte de seu presidente”, afirmou a instituição financeira em fato relevante, após o fechamento do mercado nesta sexta-feira.

Pela segunda vez em semanas, especulações sobre uma saída iminente de Brandão tomaram o mercado nesta sexta-feira, provocando uma queda de 4,9% da ação do banco na Bovespa, diante da visão de investidores de ingerência governamental na gestão do BB.

A Reuters publicou mais cedo que Brandão mostrou incômodo em permanecer no comando do banco, apenas cinco meses após ter assumido, na esteira da ameaça do presidente Jair Bolsonaro de demiti-lo depois que o BB anunciou plano para economizar 2,7 bilhões de reais até 2025. O plano incluía fechamento de 361 agências e cerca de 5 mil demissões voluntárias.

O incômodo cresceu após Bolsonaro ter anunciado na semana passada a substituição do comando da Petrobras, disse a fonte nesta sexta-feira, sob condição de anonimato.

Nas últimas semanas, o banco emitiu comunicados negando que tivesse havido manifestação do governo federal de mudança na alta administração do BB, enquanto Brandão atribuiu a rusga pública a um problema de comunicação com Bolsonaro.

No entanto, a situação voltou a se complicar após Bolsonaro ter anunciado na sexta-feira passada a decisão de indicar o general Joaquim Silva e Luna para o lugar presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, depois que a estatal anunciou novo reajuste nos preços dos combustíveis.

Na posse de Luna, na véspera, Bolsonaro afirmou que todas as estatais precisam cumprir uma função social e é inadmissível um presidente de uma dessas companhias que não tenha essa compreensão.

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