Economia

Petrobras anuncia parada programada de plataforma de Mexilhão e gasoduto Rota 1

Reuters
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Petrobras anuncia parada programada de plataforma de Mexilhão e gasoduto Rota 1
Logo da Petrobras fotografado em Cubatão (SP)

4 de junho de 2021 - 18:35 - Atualizado em 4 de junho de 2021 - 18:40

SÃO PAULO (Reuters) – A Petrobras iniciará no próximo dia 15 de agosto uma parada programada de 30 dias para manutenção da plataforma de Mexilhão e do gasoduto Rota 1, que escoa o gás natural produzido pelo ativo e por outras plataformas na Bacia de Santos, informou a empresa nesta sexta-feira.

Segundo comunicado, a intervenção foi planejada com vários meses de antecedência, considerando a complexidade da operação e a necessidade de contratação de bens e serviços. A Petrobras disse ter comunicado a parada programada à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em outubro de 2020.

“A parada possibilitará a manutenção preventiva e a realização de melhorias nas instalações, garantindo a continuidade e a segurança nas operações de escoamento e fornecimento de gás natural”, afirmou a petroleira, acrescentando que a operação não pode ser adiada por visar à segurança operacional e ao cumprimento de prazos normativos.

Para mitigar os impactos ao fornecimento de gás natural, a Petrobras anunciou a ampliação da capacidade do Terminal de Regaseificação da Baía de Guanabara, de 20 milhões para 30 milhões de metros cúbicos por dia, além do reposicionamento de um navio regaseificador na Bahia.

Também haverá a negociação de um novo contrato interruptível de incremento temporário da importação de gás da Bolívia.

“Como medida adicional, a Petrobras irá conciliar a manutenção da plataforma de Mexilhão e do gasoduto Rota 1 às paradas programadas de usinas termelétricas próprias e de terceiros, reduzindo assim a demanda por gás natural dessas térmicas no período da parada e aumentando sua disponibilidade de geração no restante do período seco”, afirmou a companhia.

A Petrobras disse ainda ter articulado o período de manutenção dos ativos com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para reduzir os impactos ao setor, em momento em que o Brasil passa por uma crise hídrica e amplia a utilização de térmicas para geração de energia.

(Por Gabriel Araujo)

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