Economia

Pesquisa mostra que Curitiba é a capital com o maior aumento na cesta básica no ano

Entre abril e maio, o custo médio da cesta básica aumentou em 14 das 17 cidades pesquisadas 

Pablo
Pablo Mendes com informações do DIEESE, com supervisão de Guilherme Becker
Pesquisa mostra que Curitiba é a capital com o maior aumento na cesta básica no ano
(Foto: Geraldo Bubniak/AEN)

9 de junho de 2021 - 08:50 - Atualizado em 9 de junho de 2021 - 08:50

Um levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), entre abril e maio de 2021 em 17 capitais brasileiras, revelou que o custo médio da cesta básica de alimentos aumentou em 14 delas e diminuiu em outras duas.

A pesquisa realizada entre as capitais mostra que os maiores aumentos quando falamos de variação mensal dos preços foram registrados em Natal-RN (4,91%) e Curitiba-PR (4,33%); já do outro lado, as cidades onde o valor da cesta apresentou queda foram Campo Grande-MS (-1,92%) e Aracaju-SE (-0,26%).

A conta fica mais feia para Curitiba quando saímos da variação mensal da cesta e comparamos os maiores aumentos anuais entre as capitais, Curitiba registrou o maior aumento dentre todas (12,68 %), em seguida Natal-RN com (9,35%).

Mesmo registrando o maior aumento, Curitiba não é capital com a cesta básica mais cara. Porto Alegre -RS lidera o ranking do maior valor por uma cesta de alimentos básicos com R$ 636,96, seguida por São Paulo -SP com R$ 636,40, Florianópolis-SC com R$ 636,37, Rio de Janeiro-RJ com R$ 622,76, Vitória-ES com R$ 616,96 e em sexto na lista Curitiba-PR com R$ 608,89.

O DIEESE estima que o salário mínimo necessário deveria ser equivalente a R$ 5.351,11, valor que corresponde a 4,86 vezes maior que o piso nacional vigente, de R$ 1.100,00. O cálculo é feito levando em consideração uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças.

O tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta, em maio, ficou em 111 horas e 37 minutos (média entre as 17 capitais), maior do que em abril, quando foi de 110 horas e 38 minutos. Quando se compara o custo da cesta com o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social (7,5%), verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em maio, na média, 54,84% (média entre as 17 capitais) do salário mínimo líquido para comprar os alimentos básicos para uma pessoa adulta.