Economia

Notas fiscais devem ter impostos detalhados a partir da próxima semana

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais

5 de junho de 2014 - 00:00 - Atualizado em 5 de junho de 2014 - 00:00

A partir do próximo dia 10 de junho as empresas são obrigadas a discriminar, na nota fiscal, os impostos incidentes sobre o produto ou serviço vendidos ao consumidor. Nos próximos dias, o governo deve publicar detalhamento de regras para que as empresas comecem cumprir a lei Durante audiência pública na Câmara na tarde desta quinta-feira (6), o assessor jurídico da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, José Levi do Amaral Júnior, lembrou que as empresas que não prestarem as informações na nota fiscal já começarão a ser multadas.

A medida está prevista na Lei 12,741/2012 e já deveria estar em vigor desde 10 de junho do ano passado, mas o governo federal acatou os pedidos de adiamento dos empresários, que queriam mais tempo para colocar a medida em prática. A aplicação de multa pelo descumprimento da lei também foi adiada por um ano. O argumento do setor privado recai principalmente sobre a falta de uma regulamentação que oriente os empresários sobre a novidade.

Durante o debate desta quinta-feira, alguns empresários afirmaram que já detalham impostos, mas o gerente executivo de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco, alertou sobre a complexidade dessa obrigação. Segundo ele, o setor terá problemas ao detalhar valores pagos às diferentes esferas de governo. A CNI defendeu que a informação prevista na lei limite-se à porcentagem cobrada por cada tributo.

Pela lei, o consumidor tem o direito de saber o valor dos tributos cobrados sobre mercadoria ou serviços separadamente. A regra inclui os impostos sobre Operações Financeiras (IOF) e sobre Produtos Industrializados (IPI), o relativo ao Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep), as contribuições para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), além dos impostos sobre Serviços (ISS) e sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS).

José Levi do Amaral Júnior reconheceu o grau de dificuldade que o setor privado terá que enfrentar, mas lembrou que os valores serão aproximados, já que muitos tributos são cumulativos, porque são cobrados nas diversas etapas da cadeia de produção. A Secretaria da Micro e Pequena Empresa ficará responsável pela fiscalização da medida.

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