Economia

Merkel prevê investimento estatal “gigantesco” na indústria após a pandemia

Reuters
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Merkel prevê investimento estatal “gigantesco” na indústria após a pandemia
Chanceler da Alemanha, Angela Merkel, durante conferência em Berlim

22 de junho de 2021 - 10:59 - Atualizado em 22 de junho de 2021 - 11:00

Por Madeline Chambers

BERLIM (Reuters) – O Estado alemão terá de investir somas “gigantescas” na indústria para manter o país competitivo nos setores de alta tecnologia, à medida que a pandemia do coronavírus recua e o mundo faz sua transição para a energia limpa, disse a chanceler Angela Merkel, nesta terça-feira.

Em conferência da associação de indústrias BDI, Merkel disse que, embora a indústria alemã tenha passado pela crise relativamente bem em comparação a outros países europeus, alguns setores podem necessitar de mais assistência.

“Teremos que gastar somas gigantescas”, disse Merkel na conferência, ressaltando o setor de alta tecnologia e destacando tecnologias como inteligência artificial, computação quântica, baterias e microchips. As empresas terão que investir em si mesmas, disse ela, e indicou que alguns auxílios estatais terão de ser para todo o continente.

“Existem muitas áreas nas quais não seremos capazes de progredir sem dinheiro do Estado”, disse Merkel, que não concorrerá a um quinto mandato nas eleições de setembro. “Sem ajuda estatal, a expansão da produção de microchip na Europa não será possível.”

Merkel também disse, no entanto, que após os programas de ajuda e estímulo necessários para mitigar o efeito da pandemia na maior economia da Europa, as finanças públicas devem ser repostas em ordem nos próximos anos.

O candidato dos conservadores à sucessão de Merkel como chanceler, Armin Laschet, disse na conferência que é importante que a Alemanha permaneça sendo um grande país industrial, mesmo enquanto faz a transição para emissões líquidas zero de gases de efeito estufa.

Ele reiterou que agora não é o momento de aumentar os impostos, uma vez que tal medida prejudicaria a recuperação econômica, mas disse que também não há espaço para redução das taxas.

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