Luciana Gazzoni

A Quarta Revolução Industrial e os impactos no mercado de trabalho

O que mais diferencia essa revolução das outra é a velocidade, amplitude e profundidade de seus impactos.

Luciana
Luciana Gazzoni
A Quarta Revolução Industrial e os impactos no mercado de trabalho

6 de setembro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 23 de setembro de 2020 - 16:09

Estamos vivendo uma nova Revolução Industrial, a quarta, ou 4.0, e talvez você já tenha ouvido falar nisso. Cada uma das revoluções impactou significativamente na vida das pessoas de sua época, e a que estamos vivendo agora é marcada pela integração dos domínios físicos, digitais e biológicos.

A primeira revolução marcou a transição da produção manual à mecanizada, entre 1760 e 1830. A segunda, por volta de 1850, trouxe a eletricidade e permitiu a manufatura em massa. A terceira revolução industrial aconteceu em meados do século 20, com a chegada da eletrônica, da tecnologia da informação e das telecomunicações.

E agora vivemos a quarta. O que distingue essa revolução das demais é a velocidade, amplitude e profundidade de seus impactos. E como o mercado de trabalho está sendo impactado? Bom, a começar pelos postos de trabalho.

Estima-se que milhões de empregos deixarão de existir nos próximos anos devido a automatização das atividades. E não serão somente funções operacionais, mas, também, as altamente analíticas. É claro que novos oportunidades também surgirão, mas é importante estar atento àquilo que fará os profissionais realmente se destacarem. Veja algumas competências que serão chave:

Agilidade para o aprendizado: em um mundo volátil, incerto e ambíguo, a chave é a capacidade de aprender em pleno voo. É o que você faz quando não sabe o que fazer, e como aprende nestas situações.

Habilidade de compartilhar e conectar pontos

Com o aumento da complexidade dos cenários que vivemos, mais do que cooperar, teremos que aprender a colaborar. Isso significa que precisaremos aprender a solucionar problemas em conjunto, considerando as competências complementares, e, muitas vezes, produzindo soluções de autoria compartilhada.

Inteligência emocional e social

Conhecer a si mesmo, suas emoções, forças e vulnerabilidades. Ter habilidade linguística para colocar em palavras seus pensamentos e sentimentos. Formar vínculos de confiança por meio de relacionamentos interpessoais duradouros. Tomar boas decisões em meio a situações que mobilizem as suas emoções. Gerenciar o estresse de forma adequada e sustentável.

Competência intercultural

Aprender inglês é desafiador, mas ter inteligência cultural para lidar com diferentes ambientes e negócios globais é ainda mais.
Se os profissionais precisarão dessas competências, imagine como deverão ser os líderes. Pense, ainda, sobre o desafio de liderar pessoas que não estarão necessariamente sentadas em um escritório. Será imprescindível saber medir e recompensar pessoas em um ambiente virtual , conectar e integrar colaboradores para gerar resultados.

O que eu acho mais instigante neste processo de mudança que a sociedade está passando, é que a quarta Revolução Industrial, a 4.0, exigirá, de nós, uma transformação que ocorrerá de dentro para fora.

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