Luciana Gazzoni
Carreira em Foco

Por Luciana Gazzoni

Economia
Luciana Gazzoni

A Empatia no Centro dos Relacionamentos Interpessoais

A Empatia no Centro dos Relacionamentos Interpessoais
Couple meeting up outdoors after work

7 de maio de 2020 - 00:00 - Atualizado em 5 de junho de 2020 - 11:33

A empatia é considerada hoje, uma das competências-chave para o profissional. Ela é uma das 15 dimensões da Inteligência emocional, e está relacionada diretamente com a competência interpessoal.

Para Klaus Schwab, fundador do Fórum Global da Economia e autor do livro “A Quarta Revolução Industrial”, é necessário que os líderes sejam inteligentes emocionalmente e também tenham habilidade para moldar e fazer com que o trabalho cooperativo seja próspero. Em suas palavras, “eles precisarão dirigir por empatia não pelo ego. A revolução digital precisa de uma liderança diferente e humanizada.” (SCHWAB, 2016).

Assim, conseguimos presumir que uma pessoa competente em um relacionamento interpessoal possui habilidades como o desenvolvimento e a manutenção de relacionamentos baseados em confiança e compaixão, e que consegue articular uma compreensão da perspectiva do outro, agir com responsabilidade e mostrar preocupação pelos outros, sua equipe ou comunidade/organização maior.

Neste contexto a empatia é a habilidade de estar consciente, compreender e apreciar os sentimentos e pensamentos dos outros, assim como também está relacionado à sintonia e estar sensível ao o quê, como e o porquê as pessoas sentem e pensam do seu jeito.

Ser empático, então, significa ler emocionalmente outras pessoas, e pessoas com essa habilidade importam-se com as outras, demonstram interesse e preocupação genuína. Em um mundo com tanta tecnologia, inteligência artificial e trabalhos sendo substituídos por robôs, a empatia é uma habilidade-chave que nos faz humanos e também uma ferramenta interpessoal poderosa.

A empatia pode ser dividida em três perspectivas, empatia cognitiva, emocional e curiosidade empática. A primeira, a empatia cognitiva, consiste na capacidade de compreender a perspectiva da outra pessoa. Esse exercício exige que os líderes pensem nos sentimentos em lugar de sentí-los diretamente. Já a empatia emocional está na capacidade de sentir o que a outra pessoa sente, momento em que ela pode desencadear até reações físicas em quem vivencia. Por fim, a curiosidade empática é a capacidade de tornar-se curioso sobre a perspectiva do outro.

Conseguir essa combinação pode ter alto impacto na sua forma de interagir e lidar com seus relacionamentos. A boa notícia é que é possível desenvolver a empatia a partir de treino e ativação de áreas do seu cérebro.

O meu convite para você é começar com a escuta empática. Comece ouvindo e se tornando curioso sobre perspectivas diferentes, decisões que as pessoas tomaram, suas razões, pensamentos e sentimentos. Quando está praticando a escuta empática, você deve ouvir sem julgar ou definir se aquilo é certo ou errado, buscando dar atenção ao contexto e entender como o outro chegou àquelas conclusões. Essa pode ser uma jornada instigante que o levará a conhecer “mundos” diferentes daqueles você vive. Que tal treinar essa habilidade nesta quarentena?