Economia

InComm estreia no Brasil com cartões de presente, mirando de fraldas a molho barbecue

Reuters
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22 de dezembro de 2020 - 14:30 - Atualizado em 22 de dezembro de 2020 - 14:30

Por Aluisio Alves

SÃO PAULO (Reuters) – A rápida proliferação do mercado de cartões de presente é uma das tendências aceleradas pela Covid-19 no Brasil em 2020, movimento que tende a ganhar fôlego daqui em diante, mesmo com a gradual retomada da rotina pré-pandemia, segundo Ricardo Olivieri, líder da InComm Payments no país.

A companhia norte-americana estreou no Brasil neste mês com a compra Todo Cartões, startup que se apresenta como líder do setor no país, num mercado estimado em mais de 2 bilhões de reais por ano.

Fundador e sócio da Todo Cartões, João Espíndola disse que o movimento da plataforma teve crescimento de mais de 100% neste ano. “Isso foi em parte por causa da pandemia, porque as pessoas ficaram mais em casa e o consumo de alguns produtos, como gift cards para games e streaming de vídeo”, disse. “Esse é um dos novos hábitos criados que achamos que não voltam atrás.”

De fato, segundo dados mais recentes da Abecs, o volume de compras com cartões pré-pagos, o qual os gift cards fazem parte, cresceu 125% no terceiro trimestre, ante mesma etapa de 2019, desempenho bastante superior ao das transações com débito (26%) e crédito (+4%).

Outro vetor de crescimento para a Todo Cartões foram as parcerias com cerca de 70 grandes e médias redes de varejo, incluindo Riachuelo, Ri Happy e a rede de restaurantes Outback que viram nos cartões de presente com as marcas delas um meio de aumentar a fidelização de clientes.

Para 2021, os cartões de presente devem chegar a novas áreas de negócio, como clínicas de estética e odontológicas.

O movimento é parte de um plano da InComm, de ter no Brasil uma operação mais ampla como a que já opera em outros 34 países, em segmentos que vão de pedágio a saúde.

“Nossa prateleira de cartões terá desde molho barbecue até fraldas e botox”, disse Espíndola.