Economia

Hungria planeja vetar orçamento da UE e plano de recuperação

Reuters
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Hungria planeja vetar orçamento da UE e plano de recuperação
Primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban

16 de novembro de 2020 - 09:48 - Atualizado em 16 de novembro de 2020 - 09:50

Por Marton Dunai e Pawel Florkiewicz

BUDAPESTE/VARSÓVIA (Reuters) – A Hungria planeja vetar o orçamento da União Europeia de 2021 a 2027 e seu esquema de recuperação pós-Covid se o acesso aos fundos for condicional à aderência dos governos ao Estado de direito, medida que uma autoridade sênior da UE alertou que pode criar caos dentro do bloco.

Embaixadores de governos da UE em Bruxelas discutirão o orçamento, seu financiamento e qualquer condição nesta segunda-feira. O porta-voz do governo da Hungria reiterou nesta segunda-feira que Budapeste irá votar contra o pacote, que o ministro da Justiça da Polônia disse que o país pode seguir o exemplo.

Os governos nacionalistas húngaro e polonês, que a UE acusa de prejudicarem a independência dos tribunais, da mídia e de organizações não governamentais, correm o risco de perde acesso a dezenas de bilhões de euros em fundos da UE se as novas condições forem adotadas.

“Se houver um veto húngaro ao orçamento, haverá uma crise”, disse um diplomata sênior envolvido nos preparativos para a reunião dos embaixadores.

Ele disse que discussões informais sobre a questão já estão em andamento, incluindo discussões entre o chefe da Comissão Europeia, o presidente dos líderes da UE e a chanceler Angela Merkel, a cargo da presidência alemã da UE.

O primeiro-ministro húngaro Viktor Orban já enviou uma carta às instituições da UE ameaçando vetar o orçamento, e o primeiro-ministro polonês, Mateusz Morawiecki, escreveu uma carta semelhante na semana passada.

Questionado se a Hungria irá vetar o orçamento de 1,1 trilhão de euros e o plano de recuperação de 750 bilhões de euros que depende da aprovação de uma lei sobre seu financiamento, a menos que as condições do Estado de direito sejam reconsideradas, o porta-voz do governo húngaro, Zoltan Kovacs, disse: “Sua dedução está correta.”

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