Economia

FMI elogia resposta a coronavírus da Alemanha — “rápida e vigorosa”

Reuters
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FMI elogia resposta a coronavírus da Alemanha — “rápida e vigorosa”
Logo do FMI em sede em Washington

18 de novembro de 2020 - 11:16 - Atualizado em 18 de novembro de 2020 - 11:20

BERLIM (Reuters) – O Fundo Monetário Internacional disse nesta quarta-feira que a Alemanha lidou bem com a primeira onda da pandemia de Covid-19 graças à forte resposta de Berlim, mas uma segunda onda de infecções está obscurecendo as perspectivas de crescimento da maior economia da Europa.

“Embora a economia tenha começado a se recuperar no terceiro trimestre, a perspectiva se enfraqueceu em face de uma nova onda de infecções, e os riscos negativos aumentam”, disse o FMI em seu último relatório sobre a Alemanha.

O credor internacional com sede em Washington elogiou o governo da chanceler Angela Merkel por sua resposta política “rápida e vigorosa”, que disse ter ajudado a conter a contração econômica a um nível bem inferior ao de outros grandes países europeus.

A economia alemã teve queda recorde de 9,8% no segundo trimestre, mas depois se recuperou em 8,2% — resultado melhor do que o esperado — nos três meses de julho a setembro.

O governo implementou desde março uma série sem precedentes de medidas de proteção de empregos, auxílio à liquidez para empresas, medidas de estímulo e planos de investimento de longo prazo.

O FMI sugeriu que Berlim deve continuar suas políticas para colocar a economia em uma trajetória de recuperação sustentada, protegendo o mercado de trabalho e garantindo que empresas viáveis continuem em atividade.

“No geral, a economia alemã deve recuar cerca de 5,5% em 2020, com apenas uma recuperação parcial em 2021”, disse o FMI.

A falha em controlar as novas infecções pode exigir lockdowns mais rígidos e mais duradouros, o que criaria riscos substanciais para as perspectivas, alertou.

Outros riscos, como um Brexit sem acordo e uma nova escalada nas tensões comerciais, também podem pesar sobre a economia da Alemanha, acrescentou o FMI.

(Por Michael Nienaber)

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