Economia

FMI eleva projeção de crescimento da América Latina em 2021, mas alerta para insuficiência de vacinas

Reuters
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FMI eleva projeção de crescimento da América Latina em 2021, mas alerta para insuficiência de vacinas
FMI eleva projeção de crescimento da América Latina em 2021, mas alerta para insuficiência de vacinas

6 de abril de 2021 - 10:46 - Atualizado em 6 de abril de 2021 - 10:50

(Reuters) – As economias latino-americanas apresentarão um crescimento um pouco melhor que o esperado em 2021 graças à recuperação da atividade econômica entre os exportadores de matérias-primas, embora a recuperação pareça mista e a falta de vacinas contra a Covid-19 continue a ser um entrave, disse o Fundo Monetário Internacional nesta terça-feira.

Em seu relatório Perspectiva Econômica Global, o FMI estimou uma expansão de 4,6% para a América Latina e o Caribe neste ano, uma melhora de 0,5 ponto percentual em relação à estimativa de janeiro. Em 2022, a região crescerá 3,1% após sofrer uma contração de 7% no ano passado.

O Brasil, principal economia latino-americana, apresentará neste ano um avanço de 3,7%, um ajuste positivo de apenas 0,1 ponto percentual diante do forte impacto da pandemia, disse o FMI. Em 2022, é esperada uma expansão de 2,6%.

O relatório também ajustou a projeção de crescimento do México a 5% este ano e 3% em 2022. O resultado deriva da capacidade exportadora do país e seus fortes vínculos comerciais com os Estados Unidos, onde se espera para este ano um dos ritmos de expansão mais forte em ao menos quatro décadas.

“Com algumas exceções, como o Chile, a Costa Rica e o México, a maioria dos países não garantiu vacinas suficientes para todas as suas populações”, disse o FMI, que pediu o reforço das contribuições para distribuir as vacinas do consórcio Covax Facility às nações com poucos recursos.

A economia argentina, que contraiu 10% no ano passado segundo os cálculos do Fundo, crescerá 5,8% em 2021 e 2,5% no próximo ano, segundo o relatório.

O relatório chamou a atenção para o aumento da desigualdade nos meses da pandemia e estimou que 95 milhões de pessoas caíram para a extrema pobreza, em todo o mundo, em 2020.

(Por Marion Giraldo, em Santiago)

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