Economia

Fabricantes de máquinas podem importar aço para combater alta de preços

Reuters
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Fabricantes de máquinas podem importar aço para combater alta de preços
Fábrica de máquinas da Case em Sorocaba (SP)

26 de maio de 2021 - 17:04 - Atualizado em 26 de maio de 2021 - 17:05

SÃO PAULO (Reuters) – O presidente da associação que reúne fabricantes de máquinas e equipamentos, Abimaq, José Velloso, afirmou nesta quarta-feira que a entidade vai iniciar nos próximos dias uma campanha para incentivar importações de aço no Brasil como forma de contrapor seguidos reajustes de preços na liga produzida no país.

“O preço (do aço) está em total descontrole e continua subindo”, disse Velloso em conferência online com jornalistas sobre o desempenho do setor em abril. “A Abimaq começou um trabalho para promover a importação de aço…Não é um pool de empresas, cada uma vai comprar o seu aço, mas vamos incentivar e mostrar o caminho para a importação e ver se conseguimos derrubar o preço”, afirmou o executivo.

Segundo ele, a Abimaq teve uma reunião nesta quarta-feira “com vários associados” para buscar alternativas de importação, “prioritariamente da China”. Ele não deu detalhes sobre volumes ou agentes que estão sendo contatados para as compras de material no exterior.

Velloso citou que Usiminas e CSN anunciaram aumentos de preço no aço “até junho”, embora tenha mencionado que os preços da liga produzida pela China tenham dado sinais mais recentes de queda.

Representantes do Aço Brasil, que reúne siderúrgicas do país, e de Usiminas e CSN não comentaram o assunto de imediato.

Na semana passada, o presidente da associação que representa distribuidores de aços planos, Inda, Carlos Loureiro, afirmou que os produtores de aço do Brasil avaliavam um possível anúncio de novo reajuste de preços do material entre junho e julho.

Segundo Loureiro, em maio, os preços de aços planos vendidos aos distribuidores subiram entre 10% e 18%, acumulando desde o início do ano aumentos de 50% a 52%.

Questionado sobre o nível de abastecimento das usinas para o mercado interno consumidor, o presidente da Abimaq afirmou que “melhorou, mas não está perfeito”.

ABRIL

O setor de máquinas e equipamentos do Brasil teve queda de 3,8% na receita líquida em abril ante março, mas um salto de 72,2% ante abril do ano passado, quando a economia do país ficou paralisada após as primeiras medidas de isolamento social adotadas contra a pandemia de Covid-19.

A receita líquida dos fabricantes de máquinas somou 16,6 bilhões de reais em abril, segundo a Abimaq.

Os pedidos em carteira subiram 2,3% em abril ante março e 32,4% sobre um ano antes, para 12,3 semanas, segundo a entidade, que afirmou que o nível de utilização de capacidade de produção do setor subiu para 76,2% no mês passado.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

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