Economia

Enel mira expansão para EUA e outros mercados em distribuição de energia

Reuters
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Enel mira expansão para EUA e outros mercados em distribuição de energia
Logo da companhia italiana em Milão

20 de abril de 2021 - 11:34 - Atualizado em 20 de abril de 2021 - 11:35

Por Stephen Jewkes

MILÃO (Reuters) – A Enel quer expandir seus negócios de distribuição de energia para além da Europa e da América Latina, e o mercado dos Estados Unidos está no alvo da companhia, disse o chefe da unidade de redes da maior elétrica da Itália nesta terça-feira.

“Nos EUA, nós estamos em geração… nós gostaríamos de entrar um dia em distribuição”, disse o CEO da Enel Global Infrastructure and Networks, Antonio Cammisecra em coletiva de imprensa.

A Enel tem distribuidoras de energia em oito países da América Latina e na Europa. Mais de 40% dos lucros operacionais da companhia no ano passado, de 17,9 bilhões de euros, foram provenientes dessas operações.

“Para identificar potenciais alvos, a Europa e a América Latina estão em nosso radar, mas, sim… nós estamos também olhando outras áreas geográficas”, disse Cammisecra.

A Enel, que também é uma das maiores companhias do mundo em energias renováveis, tem planos de investir 16,2 bilhões de euros em ativos de distribuição nos próximos dois anos, e 60 bilhões de euros até 2030.

Cerca de 65% desse montante irá para o reforço de redes e digitalização, visando lidar com crescentes volumes de energia produzida a partir de fontes renováveis.

“Para cada dólar investido em renováveis, você precisa investir outro dólar na rede”, disse Cammisecra.

Questionado sobre nova linhas de negócio, o executivo disse que o grupo criou uma empresa que irá oferecer dispositivos e serviços de digitalização e infraestrutura para empresas de distribuição.

Essa unidade deve estar operacional até o final do ano. Segundo Cammisecra, a Enel está disposta a oferecer sua capacidade de administração de redes para distribuidoras em que não é acionista majoritária ou mesmo nas quais não detém participação, sob um chamado “modelo de gestão”.

“Dentro do modelo de gestão, estamos explorando a possibilidade de entrar na África Subsaariana”, disse ele.

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