Economia

Emissão global de dívida sustentável atingirá marca de US$1 tri em 2021, diz IIF

Reuters
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Emissão global de dívida sustentável atingirá marca de US$1 tri em 2021, diz IIF
Corvo sobrevoa praia cheia de lixo em Mumbai

15 de julho de 2021 - 14:54 - Atualizado em 15 de julho de 2021 - 14:55

Por Karin Strohecker

LONDRES (Reuters) – A emissão global de dívida sustentável está a caminho de ultrapassar 1 trilhão de dólares neste ano, com os títulos verdes dominando, enquanto os mercados emergentes se recuperam, disse o Instituto de Finanças Internacionais (IIF) em relatório.

Com empresas e instituições financeiras sob pressão crescente de investidores para melhorar seus pilares ESG (sigla em inglês para meio ambiente, social e governança), a emissão de títulos para arrecadar dinheiro para projetos sociais ou relacionados ao clima, ou vinculados a metas de sustentabilidade, é uma opção cada vez mais popular.

As vendas de dívida sustentável ​​mais do que dobraram em relação ao ano anterior no primeiro semestre de 2021, para mais de 680 bilhões de dólares, perto do total de 700 bilhões de dólares emitidos durante todo o ano passado.

“Com os comprometimentos do ‘Net Zero’ em destaque, uma aceleração no investimento em energia de baixo carbono e inovação tecnológica tem apoiado a emissão de títulos ESG, junto com um forte apetite do investidor”, disse a economista do IIF Khadija Mahmood.

A mais recente prosperidade de emissões verá o tamanho total do mercado crescer para bem acima de 3 trilhões de dólares durante este ano, mostrou o IIF.

Os títulos verdes, que são usados ​​para financiar projetos relacionados ao clima ou ao meio ambiente, representaram a maior parte de todas as novas emissões, com 35%, lideradas pela Alemanha, China e França.

A emissão de títulos de sustentabilidade, que pode levantar recursos para uma série de projetos, aumentou para 90 bilhões de dólares nos primeiros seis meses de 2021, com o dólar substituindo o euro como principal moeda de financiamento.

Enquanto isso, os emissores de países em desenvolvimento precisam se atualizar.

“Os mercados emergentes ainda representam menos de 15% do universo da dívida sustentável”, disse Mahmood.

China, Chile, Turquia e México são os maiores emissores atualmente.

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