Economia

Eletronuclear, da Eletrobras, lança edital para contratar obra civil de Angra 3

Reuters
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Eletronuclear, da Eletrobras, lança edital para contratar obra civil de Angra 3
Complexo nuclear de Angra dos Reis

25 de fevereiro de 2021 - 11:01 - Atualizado em 25 de fevereiro de 2021 - 11:05

RIO DE JANEIRO (Reuters) – A Eletronuclear, da estatal Eletrobras, lançou nesta quinta-feira um edital que visa a contratação de empresa para retomar a obra civil de sua usina nuclear de Angra 3 e para realizar parte da montagem eletromecânica do empreendimento.

“O objetivo é adiantar algumas atividades de construção antes mesmo de se contratar a empreiteira que irá empreender a obra global e concluirá a construção da planta”, disse a companhia, em nota à imprensa.

“A expectativa é que o contrato seja assinado até maio. Com isso, o primeiro concreto – marco importante da retomada das obras de Angra 3 – deve ser lançado em outubro”, acrescentou.

Já a contratação de uma empreiteira que deverá dar sequência à obra está prevista para o segundo semestre de 2022, segundo a Eletronuclear, que já opera as usinas nucleares de Angra 1 e Angra 2.

Os trabalhos a serem contratados agora são parte do chamado “Plano de Aceleração do Caminho Crítico de Angra 3”, que visa iniciar atividades em paralelo ao desenvolvimento pelo BNDES de uma modelagem de negócio para a retomada definitiva do empreendimento, explicou à Reuters o presidente da Eletronuclear, Leonam Guimarães.

Com isso, a empresa buscará garantir a entrada em operação da terceira usina do complexo de Angra, em Angra dos Reis (RJ), em novembro de 2026, segundo ele.

“É um prazo viável, por isso o plano foi aprovado pela Eletrobras e está sendo efetivamente implementado”, afirmou.

A construção do projeto Angra 3 foi paralisada no final de 2015, em meio à falta de recursos da Eletrobras e envolvimento de empreiteiras contratadas em investigações da Operação Lava Jato.

A obra da usina nuclear remete originalmente à década de 1980, mas o projeto ficou parado por anos antes de ser retomado no governo Lula.

O progresso físico global atual da usina é de 65%, disse a Eletronuclear.

A previsão é que as obras gerem cerca de 7 mil empregos diretos durante o pico das atividades.

(Por Rodrigo Viga Gaier, com reportagem adicional de Luciano Costa, em São Paulo)

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