Economia

Economia do Japão cresce em ritmo recorde no 3º tri após recessão por Covid-19

Reuters
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Economia do Japão cresce em ritmo recorde no 3º tri após recessão por Covid-19
Porto de Tóquio

16 de novembro de 2020 - 07:47 - Atualizado em 16 de novembro de 2020 - 07:50

Por Leika Kihara e Tetsushi Kajimoto

TÓQUIO (Reuters) – A economia do Japão cresceu no ritmo mais rápido já registrado no terceiro trimestre, recuperando-se com força da maior queda pós-guerra, conforme a melhora das exportações e do consumo ajudaram o país a emergir do dano provocado pela pandemia de coronavírus.

Entretanto, analistas citaram que a retomada é pontual diante do ápice da recessão e alertaram que qualquer outra recuperação na economia será moderada já que o ressurgimento das infecções prejudica as perspectivas.

A terceira maior economia do mundo expandiu a uma taxa anualizada de 21,4% entre julho e setembro, superando a expectativa do mercado de 18,9% e marcando o primeiro aumento em quatro trimestres, de acordo com dados do governo na segunda-feira.

Foi o maior aumento desde que dados comparáveis foram disponibilizados em 1980 e seguiu-se à queda de 28,8% no segundo trimestre, quando o consumo foi afetado pelo lockdown para impedir a disseminação do vírus.

“O crescimento forte entre julho e setembro foi provavelmente uma recuperação pontual de uma contração extraordinária causada pelas medidas de lockdown”, disse Yoshiki Shinke, economista-chefe do Dai-ichi Life Research Institute.

“A economia pode não cair do precipício. Mas dada a incerteza sobre a perspectiva, eu preferiria a cautela em termos de ritmo de qualquer recuperação”, disse ele.

A recuperação se deu principalmente pelo aumento recorde de 4,7% no consumo privado, com as famílias aumentando os gastos em carros, lazer e restaurantes, disse uma autoridade do governo em entrevista.

A demanda externa acrescentou 2,9 pontos percentuais ao crescimento do Produto Interno Bruto, com as exportações aumentando 7,0%, mostraram os dados.

Mas os gastos de capital caíram 3,4%, encolhendo pelo segundo trimestre seguido em um sinal preocupante para as autoridades, que esperam revitalizar a economia com gastos do setor privado.

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