Economia

Confiança de serviços no Brasil vai em maio a máxima desde início da pandemia, mostra FGV

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Confiança de serviços no Brasil vai em maio a máxima desde início da pandemia, mostra FGV
Confiança de serviços no Brasil cai a mínima em 9 meses em março, diz FGV

31 de maio de 2021 - 08:25 - Atualizado em 31 de maio de 2021 - 08:26

Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) – A confiança do setor de serviços do Brasil voltou a mostrar avanço em maio, atingindo o maior patamar desde o início da pandemia em meio a uma melhor percepção sobre o momento atual, de acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) saltou 6,4 pontos em maio, para leitura de 88,1, máxima desde fevereiro de 2020, quando tocou 94,4 pontos.

“A confiança do setor de serviços melhora pelo segundo mês consecutivo recuperando não apenas as perdas de 2021, mas retornando ao maior patamar desde o início da pandemia”, disse Rodolpho Tobler, economista da FGV Ibre, em nota.

“O resultado favorável no mês se destaca por uma avaliação mais positiva sobre os indicadores que medem a situação no momento, indicando aumento no volume de demanda por serviços após período de restrições mais rígidas entre março e abril”, explicou.

O Índice de Situação Atual (ISA-S), indicador da percepção sobre o momento presente do setor de serviços, avançou 9,2 pontos, para 84,0 pontos, maior patamar desde março de 2020.

Já Índice de Expectativas (IE-S), que reflete as perspectivas para os próximos meses, subiu 3,7 pontos, a 92,4, seu melhor resultado desde outubro de 2020.

O setor de serviços foi um dos mais afetados pela pandemia de Covid-19, uma vez que várias cidades importantes do Brasil determinaram o fechamento de estabelecimentos e estimularam os consumidores a ficarem em casa de forma a frear a contaminação pelo coronavírus.

Mas, segundo Tobler, agora a expectativa é de que a expansão do programa de vacinação para o atendimento de uma parcela maior da população “contribua para a continuidade da recuperação no setor”.

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