Economia

Com crise hídrica, conta de luz terá bandeira vermelha nível 2 em junho, a mais cara

A bandeira tarifária vermelha nível 2 gera custo adicional na conta de luz de R$ 6,243 para cada 100kWh consumidos, segundo a Aneel

Reuters
Reuters
Com crise hídrica, conta de luz terá bandeira vermelha nível 2 em junho, a mais cara
Linhas de transmissão de energia em Brasília (DF)

28 de maio de 2021 - 21:50 - Atualizado em 29 de maio de 2021 - 10:52

SÃO PAULO (Reuters) – As contas de luz no Brasil ficarão mais caras em junho, com o acionamento da chamada bandeira tarifária vermelha nível 2, a mais custosa prevista no mecanismo que gera cobranças adicionais quando a oferta de energia no sistema é menor, em meio a uma crise hidrológica histórica no país.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou em comunicado nesta sexta-feira (28) que a mudança na bandeira, que em maio foi vermelha nível 1, deve-se ao início do próximo mês com os principais reservatórios hidrelétricos “em níveis mais baixos para essa época do ano”.

Na quinta-feira (27), o governo alertou sobre “emergência hídrica” de junho a setembro em cinco Estados, após o período de setembro a maio ter registrado as piores chuvas em 91 anos nas área das hidrelétricas.

O presidente Jair Bolsonaro chegou a abordar a situação de escassez de chuvas em conversa com apoiadores nesta sexta-feira.

“Estamos vivendo uma das maiores crises energéticas do país, crise hidrológica, tem problema”, disse ele, ao comentar que tem preocupações sobre o impacto na geração de energia.

O governo criou neste mês uma “sala de situação” com membros de diversos ministérios para acompanhar a questão da oferta de eletricidade.

A bandeira tarifária vermelha nível 2 gera custo adicional na conta de luz de R$ 6,243 para cada 100kWh consumidos, segundo a Aneel.

Analistas projetam que as cobranças adicionais com a bandeira tarifária devem se manter até o final do ano devido ao quadro climático, que já gera inclusive alerta entre especialistas, que começaram a calcular riscos de suprimento, sob avaliação de que será preciso flexibilizar restrições à operação de algumas hidrelétricas para garantir a oferta.

O Ministério de Minas e Energia disse nesta sexta-feira que “a situação atual é desafiadora” devido aos baixos níveis das represas e que o foco dos trabalhos do governo no momento “é manter o máximo possível de água nos reservatórios.”

(Por Luciano Costa)

Informamos aos nossos visitantes que nosso site utiliza cookies. Ao usar nosso site, você concorda com nossos Termos de Uso. A maioria dos navegadores aceita cookies automaticamente. Para ver quais cookies utilizamos, acesse nossa Política de Privacidade.