Economia

Com avanço nas obras, Cidade Industrial de Londrina começa a sair do papel

Investimento do Estado é de quase R$ 24 milhões para execução de obras, que devem ser finalizadas até maio de 2022. Terreno de 42 alqueires será dividido em 90 lotes, e expectativa é gerar 12 mil empregos diretos e indiretos.

Giselle
Giselle Ulbrich com informação da AEN
Com avanço nas obras, Cidade Industrial de Londrina começa a sair do papel

13 de abril de 2021 - 21:49 - Atualizado em 13 de abril de 2021 - 21:49

A esperada Cidade Industrial de Londrina começou efetivamente a sair do papel. A execução do projeto, concebido ainda na década de 1990, teve início em fevereiro de 2021 e as obras já dão forma ao terreno que futuramente abrigará 90 lotes industriais. A expectativa é que o investimento gere 4 mil empregos diretos e 8 mil indiretos, totalizando 12 mil novas vagas no setor industrial da cidade do Norte do Paraná.

Já foi finalizada a terraplanagem e atualmente a etapa é de abertura de ruas e preparação do terreno para drenagem. Na sequência, as obras passam à instalação de galerias pluviais, que devem ser concluídas em maio. As etapas subsequentes incluem a implantação das redes de água e esgoto, a pavimentação das ruas com asfalto e a instalação de energia elétrica para iluminação pública com LED.

O terreno fica localizado na região noroeste de Londrina, ao final da Avenida Saul Elkind. O local tem área total de 42 alqueires — 1,1 milhão de metros quadrados, sendo 395,1 mil metros quadrados de área construída. A área total será subdividida em 90 lotes de 2 mil a 6 mil metros quadrados cada, oferecendo às empresas uma infraestrutura geradora de novos negócios.

Executada pela Construtora e Incorporadora Squadro, a obra recebeu do Governo do Estado um investimento de R$ 23.942.092,99, liberados pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior em outubro de 2020. O valor engloba custos de terraplenagem, drenagem, pavimentação, urbanização, saneamento, iluminação pública e construção de guarita e muro em volta do local.

Os recursos são oriundos do Sistema de Financiamento aos Municípios (SFM), linha de crédito disponibilizada pela Fomento Paraná e pelo Paranacidade, da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e de Obras Públicas.

Indústrias

Segundo Bruno Ubiratan, presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), mais de 120 empresas já demonstraram interesse em compor esse parque industrial. “O início do projeto estava previsto para 1995, e conseguimos tirá-lo do papel no final de 2020. A concretização deste projeto é de grande importância para a cidade de Londrina, que há muito tempo não pensava em fazer uma política industrial forte, e hoje pode-se dizer que é industrial”, declarou Ubiratan.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, em 2018, o setor industrial representou 16,13% do Produto Interno Bruto (PIB) de Londrina. O setor de serviços, por sua vez – historicamente mais desenvolvido na cidade – representou 67,05% do total.

As empresas a compor a Cidade Industrial deverão ser escolhidas através de uma licitação, a qual deve levar em consideração, dentre outros critérios, o número de empregos gerados. As cessões dos lotes devem ser realizadas em parceria com o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Paraná (Sinduscon-PR), Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) e Federação das Indústrias do Paraná, criando um modelo de edital que abarque interesses de todos os envolvidos.

Segundo Ubiratan, a ideia da Cidade Industrial de Londrina é justamente incentivar a vinda de novas indústrias à região, estimulando o desenvolvimento do setor a exemplo de outras empresas instaladas recentemente na região. “Recebemos grandes investimentos, como o da J.Macêdo, que prevê investir R$ 800 milhões; a BRF; o Magazine Luiza; a Atlas [Schindler]. E com mais 90 lotes disponíveis já temos mais de 120 empresas interessadas em integrar a Cidade Industrial: é um grande sucesso”, ratificou.

Ubiratan se refere ao movimento recente de industrialização que a cidade vem vivendo. A J.Macêdo, por exemplo, investiu na implementação de cinco plantas industriais; já a BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, e o Magazine Luiza, instalaram novos Centros de Distribuição. O Grupo Tata, multinacional atuante na tecnologia da informação, abriu cerca de mil vagas na região.

Duplicação

O presidente da Codel também relembra que a Cidade Industrial de Londrina futuramente terá a duplicação do trecho de rodovia que liga o condomínio à PR-445, importante rodovia da região, que estabelece ligação com Cambé. “O governador se comprometeu a duplicar esse trecho de 7 quilômetros. A prefeitura de Londrina contratou e licitou a obra, e atualmente estamos na fase final de elaboração do projeto executivo”, detalhou.

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