Economia

Banco ABC Brasil acerta com BID Invest linha de R$525 mi em social bonds

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Banco ABC Brasil acerta com BID Invest linha de R5 mi em social bonds
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16 de setembro de 2020 - 09:53 - Atualizado em 16 de setembro de 2020 - 09:55

Por Aluisio Alves

SÃO PAULO (Reuters) – O banco ABC Brasil anunciou nesta quarta-feira que acertou com o BID Invest a emissão de 525 milhões de reais em letras financeiras, recursos que serão usados para empréstimos a empresas médias e pequenas e negócios ligados à área de saúde, no primeiro social bond de um banco privado no país.

Os recursos, com prazo de cinco anos, serão a empresas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país, ou de outras regiões, mas que tenham obtido empréstimo durante a pandemia da Covid-19, e organizações de saúde de qualquer porte.

Segundo o vice-presidente de banco de investimentos do Banco ABC Brasil, José Laloni, com a operação o ABC Brasil espera ampliar sua carteira para empresas com receita anual entre 30 milhões e 250 milhões de reais e instituições da área de saúde.

“Este vai ser um recurso adicional de liquidez para empresas de menor porte que foram mais severamente afetadas pela crise”, disse Laloni à Reuters.

O anúncio vem enquanto entidades representativas de empresas médias e pequenas no país inteiro reclamam que não têm tido acesso a financiamento na rede bancária ou de linhas emergenciais providas pelo governo federal para amparar negócios atingidos na esteira da recessão provocada pela pandemia.

Este é o primeiro bond temático comprado no Brasil pelo BID Invest, braço do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A entidade já fez operações similares no Peru, na Colômbia e no Panamá, para apoiar negócios liderados por mulheres ou empresas atingidas pelos efeitos da pandemia.

Segundo Gema Sacristán, diretora de investimentos do BID Invest, a transação com o ABC Brasil tinha sido planejado inicialmente para ser um ‘green bond’, com temática mais voltada para projetos ambientalmente responsáveis, mas mudou para a causa social diante dos efeitos recessivos da Covid-19.

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