Economia

Autoridades do BCE estão cautelosas apesar do progresso em vacina

Reuters
Reuters
Autoridades do BCE estão cautelosas apesar do progresso em vacina
Integrante da diretoria do BCE Isabel Schnabel

13 de novembro de 2020 - 10:03 - Atualizado em 13 de novembro de 2020 - 10:05

MADRI/FRANKFURT (Reuters) – A perspectiva de uma vacina eficaz contra a Covid-19 é uma fonte de alívio, mas a zona do euro ainda deve sofrer com novas restrições à atividade econômica para combater o aumento das infecções, disseram duas autoridades do Banco Central Europeu nesta sexta-feira.

O presidente do banco central da Espanha, Pablo Hernández de Cos, e a integrante da diretoria do BCE Isabel Schnabel ecoaram o tom cauteloso adotado pela presidente do BCE, Christine Lagarde, um dia antes, cimentando as expectativas de novos estímulos em dezembro.

“A vacina é uma notícia muito positiva, no que diz respeito à confiança do investidor, confiança do consumidor e atividade econômica. Mas gostaria de ser cauteloso. No curto prazo, as restrições continuarão em toda a Europa” disse de Cos.

A Pfizer disse na segunda-feira que sua vacina experimental contra a Covid-19 foi mais de 90% eficaz com base nos resultados de testes iniciais, impulsionando suas ações nos mercados.

Em uma entrevista à CNBC, Schnabel também disse que a vacina é “uma excelente notícia”, mas observou que as novas restrições “diminuíram substancialmente as perspectivas para o quarto trimestre e também para o primeiro trimestre do ano que vem.”

Schnabel disse que a vacina “nos coloca de volta em nosso cenário básico”, que projeta a economia caindo 8,0% em 2020 e se recuperando 5,0% em 2021 e 3,2% em 2022, enquanto de Cos disse que a segunda onda teve efeitos que “não foram considerados” nessas previsões.

O BCE disse no mês passado que iria anunciar um novo pacote de estímulo em dezembro, e Lagarde acrescentou nesta semana que isso seria baseado principalmente em novas compras emergenciais de títulos e subsídios aos bancos por meio de empréstimos a taxas de juros negativas.

Mas Schnabel argumentou que a situação mudou desde a primeira onda da pandemia em março e o BCE teve que discutir a “intensidade” de suas compras de ativos, um possível indício de um ritmo menor de compra.

tagreuters.com2020binary_LYNXMPEGAC0Y6-BASEIMAGE