Economia

Atividade empresarial da zona do euro cresce em julho, mas confiança perde força

Reuters
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Atividade empresarial da zona do euro cresce em julho, mas confiança perde força
Fábrica da Knaus-Tabbert AG em Jandelsbrunn, Alemanha

23 de julho de 2021 - 10:57 - Atualizado em 23 de julho de 2021 - 11:00

Por Jonathan Cable

LONDRES (Reuters) – A atividade empresarial da zona do euro se expandiu em seu ritmo mensal mais rápido em mais de duas décadas em julho, à medida que o afrouxamento de mais restrições em função da Covid-19 impulsionou os serviços, mas temores de outra onda de infecções afetou a confiança dos empresários, mostrou pesquisa.

Com a aceleração das taxas de vacinação e a redução da sobrecarga sobre os sistemas de saúde, os governos suspenderam algumas das restrições impostas para tentar conter a propagação do vírus, liberando uma demanda reprimida.

O índice preliminar de Gerente de Compras Composto da IHS Markit, visto como um bom guia para a saúde econômica, subiu de 59,5 para 60,6 em julho, sua leitura mais alta desde julho de 2000 –à frente da marca de 50 separando crescimento de contração e de uma estimativa da pesquisa Reuters para 60,0.

“PMIs melhores do que o esperado confirmam a forte recuperação esperada para o terceiro trimestre, uma vez que os serviços em reabertura compensam a ligeira queda na produção manufatureira por problemas na cadeia de suprimentos”, disse Bert Colijn, do ING.

“As medidas de restrição de flexibilização estão impulsionando a atividade do setor de serviços no momento, mas as preocupações sobre a disseminação da variante Delta resultaram em uma perspectiva de negócios um pouco mais fraca para o próximo ano”, disse Colijn.

O PMI de serviços saltou de 58,3 para 60,4, o maior patamar desde junho de 2006 e à frente da previsão da pesquisa da Reuters para 59,5.

Indicando que o ritmo não diminuirá tão cedo, a demanda estava acelerada. O índice de negócios subiu de 58,7 para 59,7, uma das maiores leituras nos 23 anos de história da pesquisa.

A indústria teve outro mês forte. O PMI de manufatura apenas recuou do recorde de alta de junho de 63,4 para 62,6. Um índice que mede a produção e que compõe o PMI Composto caiu de 62,6 para 60,9.

Mas a disseminação da variante Delta altamente transmissível do coronavírus impactou ainda mais as cadeias de suprimentos globais já interrompidas e empurrou os preços das matérias-primas.

O índice de preços de insumos se manteve na máxima de 88,5 já apurada em junho.

A forte recuperação na Alemanha, a maior economia da Europa, continuou, com seu PMI atingindo o nível mais alto em quase um quarto de século, alimentado pela forte demanda, em parte resultante de uma flexibilização das medidas de contenção de vírus.

Mas a atividade francesa enfraqueceu mais do que o previsto e caiu para uma baixa de três meses, com a escassez de materiais e atrasos no transporte afetando as empresas.

E na Grã-Bretanha, fora da zona do euro, a rápida recuperação econômica da pandemia diminuiu drasticamente à medida que uma nova onda de casos forçou centenas de milhares de trabalhadores a se isolarem sob as regras do governo para limitar a propagação da doença.

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