Antonio Carlos

Riscos: conviver com eles também em 2021

Correr riscos faz parte da nossa vida pessoal e financeira. Devemos aprender a lidar e conviver com eles e principalmente aproveitar quando for possível.

Antonio Carlos
Antonio Carlos Gomes Junior
Riscos: conviver com eles também em 2021

31 de dezembro de 2020 - 15:05 - Atualizado em 31 de dezembro de 2020 - 15:05

Riscos? O que é isso? Há como evitá-los? Depende. E essa insuportável resposta é a mais precisa que podemos ter quando perguntam para nós o que fazer. Seja qual risco for.

Estar vivo já é conviver com o risco de morrer. Então sempre temos riscos a serem suportados. Óbvio que a forma como levamos nossa vida, do hábito social, pessoal, alimentar entre outros, poderemos nos aproximar ou não do fato indesejado. Mas não há como ficar sem corrê-lo.

E ainda, podemos tomar todas as medidas conhecidas para afastar as chances de morrermos, e ainda, nos subtermos a uma força espiritual, a Deus, para uma proteção ainda maior, mas outros podem tomar decisões e impactar em nossas vidas. De um assalto com arma de fogo, um vírus, a um acidente de carro há coisas que podemos sofrer e não controlamos. Certo?

Então em 2021 há vários riscos financeiros que poderão ocorrer. A bolsa poderá subir e cair, talvez não queda de mais de 40% em um mês e alta de quase 100% em 9 meses. Tesouro Selic com rentabilidade negativa, valor a mercado, novamente? Novo fato que prolongue ou reinicie a pandemia, talvez? Greve dos caminhoneiros? Seca? Falta de energia? Crise do Petróleo? Terrorismo? Há vários fatos e situações, controláveis ou não, que poderão ocorrer. A cotação do dólar, subirá e cairá, com certeza em 2021. Juros, inflação, e tantos outros índices sofrerão variações. Estimamos algo, mas se voltarmos um ano atrás quase todos erraram suas previsões.

Com isso temos que investir não somente pensando na rentabilidade. Isso é desejável. Mas devemos pensar em uma alocação estratégica. Estarmos ciente dos riscos conhecidos e saber que coisas novas poderão surpreender, e nem sempre de forma agradável. Comprar um imóvel pode não ser garantia de valorização ou locação, mas é um bem. Investir em ações, podem ser que entrem dividendos ou não e seu preço poderá cair na avaliação do mercado. Investir em uma empresa via títulos pode ser um bom fluxo de caixa, mas e se essa empresa não conseguir honrar seus compromissos?

Muitas coisas ocorrem. Quem investe olhando apenas a estrada logo a frente ou o retrovisor tem grande chances de tomar as decisões erradas. Agora quem estabelece uma alocação dinâmica, definindo objetivos, estruturas para segurança e ousadia, tem grande chances de no longo prazo ser um vencedor.

Investir é conviver com riscos. Com fatos desconhecidos. Com situações adversas. Mas também é estar preparado para agir e reagir de forma racional e calculada. Usando todo o conhecimento anterior e estabelecendo cenários possíveis. Arriscando.

Não deixe de correr riscos, pois isso é impossível. Apenas saiba como minimizar o impacto de certos riscos e como estar preparado para eles.

Viva, de forma intensa e completa. Invista, para todos os seus objetivos e desejos. Riscos? Fazem parte e são a pimenta do nosso dia a dia, na dose certa, até são bons.

Isso é a vida!

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