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E, adivinhe: o assunto é? Claro, a greve dos professores. Tem também a CPI da Petrobras.

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais

12 de maio de 2015 - 00:00 - Atualizado em 12 de maio de 2015 - 00:00

NEGOCIAÇÃO SEGUE
A terça-feira marca mais uma reunião entre governo do Estado e grevistas. Uma manifestação em frente ao Palácio das Araucárias está marcada. Pode ser o fim da greve, desde que a proposta do governo seja melhorada.

DINHEIRO
O máximo que o governo pode oferecer 5%, percentual determinado na LDO; grevistas querem 13.1%, que é o disposto na lei do piso nacional. Se vier a primeira proposta, e ainda parcelada, nem assembleia geral será convocada. Há um alento se Palácio Iguaçu oferecer a reposição da inflação – que está em 8.1%, -.

NEGA TUDO
A senadora Gleisi Hoffman nega que tenha envolvimento ou recebeu dinheiro de Alberto Yousseff ou Paulo Roberto Costa. O doleiro voltou a dizer que repassou 1 milhão de reais para a campanha da petista.

VELHO DE GUERRA
Se tudo der certo com a reforma política, um grande puxador de votos aqui do Paraná deve relançar a sigla MDB. Parafraseando o Senador Roberto Requião: “é o velho MDB de guerra”.

AO SEU DISPOR
Wilson Quinteiro, um dos diretores indicados pelo governador Beto Richa ao BRDE, diz que o nome dele sempre está à disposição, mas vê que é melhor permanecer no banco. Contudo, salienta que não recusaria, de imediato, assumir a secretaria de segurança pública. O político está em viagem e deve voltar esta semana. É esperar para ver.

VASO
O corregedor da Alep, deputado Missionário Arruda (PSC), confirma a denúncia de que um funcionário da casa de leis arremessou um vaso contra policiais, no dia 29 de abril. O servidor pediu exoneração do cargo. O vídeo corre no WhatsApp. Veja neste link aqui

GUERRA CONTINUA
O Governador Beto Richa e o Presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Ademar Traiano (PSDB) estão em Brasília para defender o nome do jurista Edson Fachin. A batalha pela aprovação do nome vai ser dura.  O PSDB trocou senadores que integram a CCJ, do Senado, para dificultar aprovação: saem Aécio Neves e José Serra; entra Aloísio Nunes e Cássio Cunha Lima. Com o PSDB rachado, a forcinha pode ser um tiro saído pela culatra. Outros assuntos devem entrar nas conversas com a base, a influência da oposição no parecer do Ministério da Previdência Social, no caso da reorganização da Paraná Previdência, é um deles.

DILMA CHAMA
A Presidente Dilma Rousseff chamou o Presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), para uma conversa ao pé do ouvido. Ela julga que Calheiros é mais maleável que Eduardo Cunha, Presidente da Câmara, para uma possível aprovação do nome de Fachin ao STF.

LUTA POR CARGOS
A ideia de Renan é reestabelecer influência no governo federal. Não existe amizade política, é troca de favores e segue o baile.

PEC 664
O projeto que fala do endurecimento de regras para acesso as pensões vai gerar outro desgaste para o governo. Vai haver outra reunião daquelas no PT. PMDB pressiona, novamente, para dividir o ônus impopular com o Partido Trabalhista. Fechamento de questão, que obriga deputados do mesmo partido a votarem de forma igual, vai ser usado novamente, contudo, o governo continua com a ideia de não punir àqueles que se posicionarem contra. Na aprovação da PEC 665 – que mudou regras de acesso ao seguro desemprego – só um deputado mineiro votou como a oposição. Ele não deve ser punido.

NO TCE
A lei que reorganiza a Paraná Previdência está na berlinda. Procuradores do Ministério Público de Contas dizem que a aplicabilidade é ilegal. Está nas mãos do Presidente do TCE, Ivan Bonilha. Ele tem 10 dias para estudar o caso. Se acatar, a lei perde efeito imediato. Caso não acate, o corregedor o tribunal pode fazê-lo. Se o processo continuar, o pleno do TCE deve apreciar. Uma ADIN só pode acontecer se a Procuradoria Geral do Estado ou a da Justiça provocarem o poder judiciário, depois da aprovação dos auditores.

NO TCE – BRIGA POLÍTICA
Para os integrantes da base do governo do Estado, na Assembleia Legislativa, o parecer do Ministério da Previdência é político. Seria uma jogada para os senadores Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hofmann (PT) baterem na administração paranaense. Os estados, os municípios e a União têm autonomia para gerirem os fundos previdenciários, segundo alegam governistas.

NO TCE – PROBLEMA
O que pode afetar o governo é que o Paraná deixa de ter o certificado de regularidade previdenciária. A falta do documento proíbe repasses espontâneos do governo federal. O governo se defende e se pauta por uma jurisprudência de 2007, quando conseguiu no STF a manutenção do certificado, mesmo mexendo na ParanáPrevidência, a época. A ação ainda tramita na justiça.

“REASSUNTANDO”

LAVA-JATO
Doleiro Alberto Youssef, um dos homens mais temidos da República por aquilo que pode falar, disse que a então Ministra da Casa Civil Dilma e o Presidente Lula sabiam do esquema de corrupção e indicaram alguns corruptos. O problema é que o doleiro não apresenta provas. É o dito pelo mal dito!

PREFEITURA DE CURITIBA
Líderes do governo Richa não vêm com preocupação o distanciamento de candidatos a composições futuras para a prefeitura de Curitiba. Avaliam que o tempo pode abafar a distância.

PARANÁ PESQUISAS
Ratinho Júnior (PSC), o prefeito Gustavo Fruet (PDT), Requião Filho (PMDB), Luciano Ducci (PSB), Ney Leprevost (PSD) e Rubens Bueno (PPS) são os nomes mais fortes. A ordem da pesquisa ainda coloca Franscischinni, mesmo ele alegando que vai reavaliar a candidatura.

PREOCUPAÇÃO
O ex-secretário da segurança se preocupa em retomar a legislatura, na Câmara Federal. A deputada estadual Maria Vitória (PP) poderia ser a candidata à vice numa chapa com o Solidariedade. Núcleo político dos Barros deve buscar novos cenários para a disputa em Curitiba.  Não se descarta o lançamento dela para encabeçar uma chapa.

DISCUSSÃO
Os ânimos estiveram acirrados no prédio da Polícia Federal, em Curitiba. Houve discussão e bate-boca entre deputados e defensores de alguns presos. Tudo faz parte do show, que continua nesta terça-feira.

MAIS LAVA-JATO – SEM PIZZA
Em entrevista exclusiva ao Paraná no Ar, o presidente da CPI da Petrobras, Hugo Mota – do PMDB da Paraíba – garante que não vai haver corporativismo. O partido dele indicou o Fernando Baiano, operador de parte do esquema que está preso em Curitiba. Garantiu, também, que não vai ter pizza no final. Uma empresa de auditoria fiscal do exterior está fazendo os levantamentos dos valores desviados. Pode ser algo bem maior que os R$ 6 bilhões revelados pelo balanço auditado da empresa.

CPI DIFERENTE
Para entender: uma CPI não tem o poder de punir alguém diretamente. Faz os levantamentos e encaminha para as instituições devidas. O diferente é que, agora, se sair o apontamento da auditora externa, os parlamentares vão pedir o ressarcimento imediato já mostrando onde está o dinheiro. Ponto positivo!

PRORROGAÇÃO
O prazo da CPI da Petrobras termina em junho. Deve haver o pedido de prorrogação por mais 60 dias.

DISPOSIÇÃO
Mimeticamente, os deputados desta CPI querem imitar Osmar Serraglio (PMDB), que presidiu a do mensalão. Fez o nome para o restante da carreira política.

ROMANELLI E PMDB
Mudou o discurso do deputado Romanelli, líder do governo na Alep. O que era “apenas fumaça”, agora pode ter que chegar à executiva nacional do partido ou uma defesa à executiva estadual.

RELEMBRANDO
E, adivinhe: o assunto é? Claro, a greve dos professores. Tem também a CPI da Petrobras.