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Dr. Jairinho e Monique viram réus no processo sobre a morte de Henry

A justiça entende que a liberdade de ambos pode resultar em possível coação contra testemunhas da investigação

Redação RIC Mais
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Dr. Jairinho e Monique viram réus no processo sobre a morte de Henry
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

7 de maio de 2021 - 16:24 - Atualizado em 7 de maio de 2021 - 16:24

A justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e a prisão preventiva do vereador Jairo Santos Souza Júnior, o Dr Jairinho, e da professora Monique Medeiros, foi decretada pela juíza Elizabeth Machado Louro, da 2ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. A mãe e o padrasto de Henry são agora considerados réus. 

Se a prisão preventiva não tivesse sido decretada, ambos poderiam ser soltos neste sábado (8), quando o prazo de suas prisões temporárias chegaria ao fim.

Segundo a magistrada, a liberdade de ambos pode resultar em possível coação contra testemunhas da investigação. Na decisão, ela argumenta:

“Para além da revolta generalizada que os apontados agentes atraíram contra si antes mesmo de serem denunciados pelo órgão com atribuição para tal, releva assinalar que o modus operandi das condutas incriminadas reforça o risco a que estará exposta a ordem pública, bem como a paz social, se soltos estiverem os ora acusados. As circunstâncias do fato, pois, estão a reclamar a pronta resposta do Estado com a adoção da medida extrema provisória, até como forma de aplacar a nefasta sensação de impunidade que fatos desse jaez suscitam”.

A Polícia Civil do RJ prendeu Jairinho e Monique em 8 de abril, dentro das investigações da morte do menino Henry Borel. O casal foi preso pela suspeita de homicídio duplamente qualificado, com emprego de tortura e sem chance de defesa para a vítima, por atrapalhar as investigações e por ameaçar testemunhas para combinar versões.