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Doação de órgãos: Paraná mantém a liderança mesmo durante a pandemia

Saiba como se tornar um doador e ajudar a salvar vidas

Fernanda
Fernanda Xavier da equipe de estágio RIC Mais, sob supervisão de Larissa Ilaídes
Doação de órgãos: Paraná mantém a liderança mesmo durante a pandemia
Doação de órgãos: Paraná mantém a liderança mesmo durante a pandemia (Foto: Divulgação)

29 de maio de 2020 - 00:00 - Atualizado em 29 de maio de 2020 - 00:00

A pandemia alterou boa parte da rotina médico-hospitalar, mas não chegou a afetar a doação de órgãos nos últimos meses. É o que revelam os dados divulgados pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), em que o Paraná mantém a liderança na realização dos procedimentos no primeiro trimestre de 2020.

O número de doações por milhão de população (pmp) no Paraná chegou a 47,2 entre janeiro e março – um crescimento de 10,3% na comparação com mesmo período do ano passado – enquanto a média nacional é de 18,4 pmp. Foram 170 doações efetivas no Estado. Além disso, o Paraná também lidera os transplantes de rim no Brasil, com 48,3 pmp. A média nacional é de 29.

“Pensando em evitar a paralisação dos serviços de transplantes e na segurança dos receptores de órgãos e equipes de saúde envolvidas no processo, os potenciais doadores estão sendo testados para a Covid-19 no Paraná”, afirma o secretário estadual da Saúde, Beto Preto

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Doação de órgãos: Paraná mantém a liderança mesmo durante a pandemia

Referência em transplantes

Segundo dados de 2019 da Central de Transplante do Paraná, que divulga anualmente o compilado estadual, o Hospital Angelina Caron (HAC) realizou 233 transplantes no ano passado, mantendo-se como a instituição com mais procedimentos feitos no estado. O destaque do ano aconteceu em dezembro, quando o paciente Reinaldo de Goes, de 57 anos, recebeu o primeiro pulmão transplantado no Estado.

Para o médico João Nicoluzzi, responsável pela Central de Transplantes do HAC, o desempenho nessa área de atendimento é resultado das ações continuadas contra a desinformação e alguns temores que ainda envolvem a doação de órgãos.

“Os resultados anuais são reflexo das ações para a conscientização e reflexão das famílias. A doação de órgãos ainda é um assunto tabu na sociedade, já que os números sempre podem melhorar. Precisamos continuar sensibilizando a população para a necessidade da doação de órgãos e mostrar quantas vidas podem mudar”

A quantidade de transplantados pelo Angelina Caron representa 13% dos procedimentos realizados em todo o estado em 2019. Entre os órgãos de maior ênfase no hospital estão pâncreas/rim: dos 16 casos no Paraná, nove ocorreram no HAC (56%).

“Procedimentos complexos como esses reforçam a posição do Angelina Caron como referência para transplantes no estado e na Região Sul. Podemos mencionar ainda os números de procedimentos de fígado e rim, respectivamente 22% e 23% de todo o estado”, destaca Nicoluzzi

Como ser um doador

A doação de órgãos depende da concordância da família. Após a morte encefálica do paciente, as equipes envolvidas no processo procuram os familiares e explicam sobre a possibilidade da doação dos órgãos. Infelizmente, apesar do crescimento no número de doações, a quantidade de negativas continua alta. Por isso, a conversa com a família é fundamental para reduzir a rejeição.

Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil possui o maior sistema público de transplantes do mundo. Atualmente, cerca de 96% dos procedimentos de todo o país são financiados pelo SUS. Em números absolutos, o Brasil é o 2º maior transplantador do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

Qualquer pessoa pode doar órgãos. Para doadores vivos, é preciso concordância e que não prejudique sua saúde. Pessoas em vida podem doar um dos rins, parte do fígado, do pulmão ou da medula óssea. Já para doadores falecidos, é necessário que seja constatada morte encefálica e que ocorra o consentimento da família.

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