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Greve geral junho 2019: trabalhadores de todo o país devem paralisar na sexta (14)

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Caroline Berticelli / Editora
Greve geral junho 2019: trabalhadores de todo o país devem paralisar na sexta (14)
A greve geral junho de 2019 deverá atingir milhões de trabalhadores. (Foto: CTB)

12 de junho de 2019 - 00:00 - Atualizado em 12 de junho de 2019 - 00:00

Centrais sindicais de todo o País estão convocando trabalhadores de diversas categorias para uma greve geral em junho de 2019. O ato deve ocorrer na próxima sexta-feira (14). Líderes e personalidades de partidos de oposição ao governo Bolsonaro já iniciaram a campanha no Twitter #SextaTemGreve.

Em Curitiba, os trabalhadores em greve irão se concentrar em frente ao Palácio do Iguaçu, no Centro Cívico, a partir das 11h.  

Leia também: Motoristas e cobradores de ônibus de Curitiba e RMC não irão parar nesta sexta-feira (14)

Objetivo da greve geral junho 2019

O objetivo da paralisação dos trabalhadores brasileiros, de acordo com líderes das entidades, é protestar contra o projeto do governo de reforma da Previdência. Também fazem parte das reivindicações temas como maior geração de empregos formais, retomada do crescimento da economia e contingenciamento na Educação.

Ainda segundo os movimentos, a prioridade é que os trabalhadores “cruzem os braços” a partir da madrugada de sexta-feira com manifestações sendo utilizadas como complemento à paralisação. “A imagem que queremos é a Paulista deserta, ruas desertas no dia, como se estivéssemos em 28 de abril de 2017 (quando houve greve geral no País)”, afirmou. na terça-feira (11). o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas. “As manifestações são apoio, mas o dia é de greve”, completa.

Sindicatos que aderiram a greve geral junho 2019 no país

A página oficial do Partido dos Trabalhadores (PT) publicou, no início da semana, que decidiram participar da Greve Geral no país os sindicatos dos bancários, professores, metalúrgicos, trabalhadores da Educação, da saúde, de água e esgoto, dos Correios, da Justiça Federal, químicos e rurais, portuários, agricultores familiares, motoristas, cobradores, caminhoneiros, eletricitários, urbanitários, vigilantes, servidores públicos estaduais e federais, petroleiros, enfermeiros e previdenciários.

Greve geral no Paraná

Confira as categorias, segundo o Comitê Unificado da Greve Geral no Paraná, que já definiram paralisar no dia 14 de junho:

  • SMC: Metalúrgicos da Grande Curitiba.
  • SISMAC: Docência e pedagogas/os das escolas municipais de Curitiba.
  • SISMUC: CMEIS, funcionárias/os das escolas municipais, quadro geral das servidoras/es municipais de Curitiba.
  • SIFAR: Quadro geral das servidoras/es de Araucária.
  • Sintrafucarb: mobilização em frente Mondelez
  • Siemaco: Carreatas nas grandes empresas de limpeza
  • SISMMAR: Magistério Municipal de Araucária.
  • APUFPR – SSIND- Servidoras/es da UFPR.
  •  Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região: Bancárias/os
  • SINDIPETRO: Petroleiras/os
  • SINJUTRA: Servidoras/es Públicos Federais da Justiça do Trabalho.
  • SINDTEST: Sindicato dos Trabalhadores/as em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior no estado do Paraná (Hospital das Clínicas, técnicos administrativos da UNILA, UFPR, UTFPR)
  • SINSEP: Sindicato dos Servidores/as Públicos de São José dos Pinhais
  • O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) está em assembleia para decidir se vai aderir à greve geral.

As seguintes entidades que compõem o Fórum das Entidades Sindicais (FES) também definiram aderir: 

  • Educação Básica  

– APP-Sindicato: escolas e colégios estaduais.

  • Instituições Estaduais de Ensino Superior – IEES – Universidades estaduais:

– Assuel (Londrina);

– Sindiprol/Aduel (Londrina);

– Sinteemar e Sesduem (Maringá);

– Sinteoeste e Adunioeste (Cascavel);

– Sintespo (Ponta Grossa);

– Sintesu (Guarapuava) Unespar (7 universidades);

  • Saúde SindiSaúde-PR.
  • Meio Ambiente e Agricultura: SindiSeab.
  • Segurança Pública:

– Apra (polícia militar);

– Sindespol (escrivães);

– Sipol (investigadores);

– UPCB Bombeiros (bombeiros militares);

– Sindarspen (agentes penitenciários);

– Sinssp-PR (servidor@s técnic@s administrativos);

– Sindespol (polícia militar);

– Sinclapol (polícia Civil);

– Adepol (associação de delegados)

  • Sinpoapar- Peritos
  • Assofepar, AVM e Amai (associações de militares)
  • Estradas e Rodagem:  Sinder
  • Detran: SinDetran
  • Servidores do Judiciário: Sindijus-PR (Judiciário)
  • SindiMP-PR (Ministério Público)
#SextaTemGreve

No twitter, #SextaTemGreve já se tornou umas das hashtags mais usadas. Entre os tuítes que impulsionam a greve estão os do o ex-candidato à presidência da República pelo Psol e coordenador nacional do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) Guilherme Boulos; do ex-deputado do PSOL Chico Alencar e da deputada federal Jandira Feghali (PC do B), entre outros.