Economia

Desemprego no Brasil atinge 12,8 milhões, de acordo com o IBGE

Por outro lado, o rendimento médio recebido pelas pessoas ocupadas foi de R$ 2.425 no trimestre, sendo o maior da série histórica

Renata
Renata Nicolli Nasrala / Editora com informações do R7
Desemprego no Brasil atinge 12,8 milhões, de acordo com o IBGE
Bolsonaro culpou os direitos dos trabalhadores pelo desemprego no Brasil. (Foto: Reprodução/Canal da Leda Nagle/YouTube)

28 de maio de 2020 - 00:00 - Atualizado em 28 de maio de 2020 - 00:00

O desemprego no Brasil, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atingiu 12,8 milhões de pessoas no trimestre encerrado em abril deste ano divulgado nesta quinta-feira (28).

Desemprego no Brasil: dados já contemplam ‘estrago’ causado pelo coronavírus

De acordo com a pesquisa, os números já contemplam as consequências da pandemia do novo coronavírus. O número de trabalhadores com carteira assinada, sem contar domésticos, recuou para 32,2 milhões de pessoas, o menor nível da série histórica.

Além disso, houve um aumento de 898 mil pessoas à procura de emprego em relação ao trimestre imediatamente anterior, quando 11,9 milhões de brasileiros estavam sem trabalho.

Conforme os dados do IBGE, o que chamou a atenção foi a quantidade de brasileiros com carteira assinada, que recuou ao menor nível da série histórica. Agora, 32,2 milhões de pessoas possuem emprego formal no Brasil.

A população ocupada teve queda recorde de 5,2%, em relação ao trimestre encerrado em janeiro, representando uma perda de 4,9 milhões de postos de trabalho, que foram reduzidos a 89,2 milhões.

A maior parte dos 4,9 milhões que saíram da população ocupada veio do comércio:1,2 milhão vieram do comércio, 885 mil saíram da construção e 727 mil dos serviços domésticos.

De acordo com Adriana Beringuy, analista da pesquisa, os dados podem estar relacionados às medidas de isolamento social.

“Várias famílias podem ter dispensados os seus trabalhadores domésticos em função dessa questão do isolamento. É uma queda bastante acentuada”, explica.

Por outro lado, o rendimento médio recebido pelas pessoas ocupadas foi de R$ 2.425 no trimestre, sendo o maior da série histórica.

“Esse aumento pode estar associado ao fato de que os trabalhadores informais, que ganham menos, foram o grupo que mais saiu da ocupação. Os que ficaram foram trabalhadores que relativamente têm salários maiores. Agora temos uma situação de menos trabalhadores informais e o rendimento médio acaba sendo calculado em cima de quem permaneceu no mercado de trabalho”, diz Adriana.

Outros dados do levantamento

Além dos dados citados acima, o levantamento do IBGE mostra dados sobre a população que trabalha, mas gostaria de trabalhar mais horas por dia, e também as pessoas que simplesmente desistiram de conseguir trabalho, os desalentados.

De acordo com o instituto, a população desalentada está estimada em 5 milhões de pessoas – um recorde da série histórica: trata-se de um aumento de 7% em relação ao trimestre anterior e uma estabilidade em relação ao mesmo período de 2019.

Sobre a população que procura emprego ou têm serviço, mas poderiam trabalhar mais, totaliza 28,7 milhões de pessoas, com alta de 2,3 milhões pessoas em relação ao trimestre  anterio, que havia 26,4 milhões de pessoas nessa situação.

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